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Salvaguarda da China limita em 1,1 milhão de toneladas as vendas do Brasil em 2026
Por Redação - Em 02/01/2026 às 4:54 PM

Com as novas regras, o Brasil terá uma cota anual de pouco mais de 1,1 milhão de toneladas livres de sobretaxas
A adoção de salvaguardas pela China sobre a importação de carne bovina deve provocar uma retração relevante nas vendas do Brasil ao seu principal mercado externo. A avaliação é de analistas do setor, que apontam redução expressiva no volume exportado a partir de 2026.
Com as novas regras, o Brasil terá uma cota anual de pouco mais de 1,1 milhão de toneladas livres de sobretaxas. O volume fica abaixo do patamar recente de embarques, que vinha girando em torno de 1,5 milhão de toneladas por ano, o que indica a necessidade de redirecionar parte da produção a outros mercados.
Especialistas observam que, proporcionalmente ao tamanho de seus rebanhos, países como Argentina e Uruguai tendem a sofrer menor impacto. Isso pode favorecer empresas que mantêm operações nesses mercados, enquanto o Brasil enfrenta maior pressão para diversificar destinos.
As salvaguardas chinesas preveem pequenos aumentos graduais das cotas até 2028, mas o ritmo de expansão é considerado limitado frente ao histórico recente das exportações brasileiras. O cenário reforça a tendência de busca por novos mercados e rotas comerciais, sobretudo em países que não adotam sistemas de cotas ou tarifas adicionais.
A medida, em vigor desde 1º de janeiro, estabelece limites anuais por país e aplica uma tarifa extra de 55% sobre os volumes que ultrapassarem os tetos definidos. A China justificou a decisão como forma de proteger produtores locais diante do avanço das importações.
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