Sob Monitoramento

Brasil diz que fronteira com a Venezuela está tranquila após ação dos EUA

Por Julia Fernandes Fraga - Em 03/01/2026 às 2:08 PM

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Ministros falaram à imprensa neste sábado, 3. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A fronteira do Brasil com a Venezuela, no estado de Roraima, está aberta, monitorada e em situação de tranquilidade, informou neste sábado (3) o ministro da Defesa, José Múcio. Segundo o governo brasileiro, não há registros de brasileiros feridos após os bombardeios dos Estados Unidos (EUA) contra a Venezuela.

De acordo com o ministro, o Brasil mantém cerca de 10 mil militares na região amazônica, sendo 2,3 mil em Roraima. Ele afirmou ainda que há informações desencontradas sobre os acontecimentos e que o governo segue acompanhando a situação.

“A fronteira está absolutamente tranquila. Nós temos um contingente já há algum tempo lá de homens e equipamentos. Estamos aguardando que as coisas aconteçam. Vamos aguardar a entrevista do presidente da República dos Estados Unidos, algumas coisas que vão acontecer durante o dia”, garantiu ele.

Posição do governo brasileiro

As declarações ocorreram após uma reunião de emergência no Itamaraty, em Brasília, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por videoconferência. Compareceram representantes dos ministérios das Relações Exteriores, Casa Civil, Comunicação Social, Justiça e Segurança Pública, além de órgãos da articulação institucional. Um segundo encontro foi marcado para as 17h, também no Itamaraty.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o presidente Lula reiterou a condenação ao ataque dos EUA contra a Venezuela e à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por militares norte-americanos.

Em coletiva, a ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou que o Brasil ainda não tem informações sobre o paradeiro de Maduro, mas confirmou que não há brasileiros feridos. “A comunidade brasileira está tranquila e nenhuma ocorrência até o momento. Os turistas que lá estão conseguem sair normalmente”, relatou.

Contexto internacional

A ação dos Estados Unidos ocorre em meio a acusações contra Nicolás Maduro, incluindo a suposta liderança do cartel De Los Soles, cuja existência é questionada por especialistas. O governo norte-americano oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano. Analistas apontam motivações geopolíticas, relacionadas à aproximação da Venezuela com China e Rússia e ao interesse nas reservas de petróleo do país.

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