AVALIA ABIMAQ

Acordo Mercosul-UE amplia mercado, mas expõe gargalos da indústria brasileira

Por Redação - Em 12/01/2026 às 12:01 AM

Aço, Alumínio, Produção Industrial Foto Freepik

Para a Abimaq, o acordo com a UE pode se transformar em um vetor de crescimento apenas se vier acompanhado de reformas estruturais que fortaleçam a competitividade da indústria brasileira FOTO: Freepik

A iminente assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia reacende o debate sobre a competitividade da indústria nacional. Para o setor de máquinas e equipamentos, a abertura ao mercado europeu tende a ampliar oportunidades, mas também pode acentuar fragilidades estruturais do parque fabril brasileiro.

Na avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a indústria de transformação entra no acordo em desvantagem frente a concorrentes europeus, que operam em ambientes com custos financeiros, tributários e logísticos mais favoráveis. Sem avanços nesses pontos, a maior integração comercial pode pressionar a produção local.

Embora a redução de tarifas beneficie consumidores e setores mais competitivos, como o agronegócio, o efeito para a indústria é mais sensível. A entidade ressalta que a entrada de produtos importados a preços mais baixos pode comprometer a participação das empresas nacionais em seu próprio mercado.

Entre os principais entraves apontados estão a elevada carga tributária, o custo do crédito e o ambiente de negócios considerado pouco atrativo para investimentos de longo prazo. Esses fatores ampliam o custo de produção e reduzem a capacidade de competir em mercados internacionais.

Para a Abimaq, o acordo com a União Europeia pode se transformar em um vetor de crescimento apenas se vier acompanhado de reformas estruturais que fortaleçam a competitividade da indústria brasileira. Sem esse ajuste, o avanço comercial corre o risco de ampliar o desequilíbrio entre importações e produção doméstica.

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