Infraestrutura Digital

Investimentos em data centers podem ultrapassar US$ 3 trilhões até 2030

Por Redação - Em 13/01/2026 às 10:00 AM

A expansão está fortemente vinculada à crescente adoção de IA e à oferta de serviços digitais por gigantes de tecnologia como Microsoft, Amazon, Google e Meta

A infraestrutura digital global caminha para uma expansão inédita nos próximos anos, impulsionada principalmente pela demanda por inteligência artificial (IA), serviços em nuvem e armazenamento massivo de dados. Analistas do setor indicam que os investimentos em data centers podem somar mais de US$ 3 trilhões até 2030.

Esse montante inclui a construção civil das unidades físicas, aquisição de equipamentos de computação e toda a infraestrutura necessária para manter operações contínuas e seguras. Segundo estimativas de mercado, a capacidade global de data centers poderá quase dobrar até 2030, refletindo a corrida por maior poder de processamento e armazenamento.

A expansão está fortemente vinculada à crescente adoção de IA e à oferta de serviços digitais por gigantes de tecnologia como Microsoft, Amazon, Google e Meta. Essas empresas lideram a pré-reserva de capacidade e energia em novos empreendimentos, reduzindo os riscos de vacância, mas concentrando receita em poucos clientes corporativos.

Com o crescimento acelerado, surgem também desafios relevantes. A demanda por energia elétrica e mão de obra especializada sobe substancialmente, pressionando custos operacionais e a infraestrutura local em muitos mercados. Em regiões avançadas, como Estados Unidos e partes da Ásia, atrasos na conexão com a rede elétrica e restrições ambientais têm adiado entregas de novos projetos.

A necessidade de energia constante e de grande escala também tem levado empresas a buscar soluções alternativas, como geração própria ou contratos de longo prazo com fornecedores de energia renovável — uma tendência que reflete o peso do consumo energético na estratégia de expansão dos data centers.

A América Latina, especialmente o Brasil, vem se destacando no mapa global por manter baixos índices de vacância e preços de aquisição elevados, impulsionados por políticas públicas que favorecem investimentos no setor.

Especialistas alertam que, apesar das oportunidades, o setor também precisa se preparar para desafios regulatórios e logísticos, além de garantir que o crescimento não acentue gargalos na infraestrutura energética e de mão de obra — fatores que podem limitar o ritmo de expansão se não forem abordados de forma estratégica.

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