Governança Corporativa
Tributação de dividendos redesenha remuneração de executivos no Brasil
Por Redação - Em 13/01/2026 às 11:30 AM

Analistas de mercado ressaltam que a mudança tributária tende a intensificar o debate sobre equilíbrio entre eficiência fiscal e competitividade de pacotes remuneratórios FOTO: Freepik
A nova realidade tributária imposta pela Lei nº 15.270/2025 está forçando empresas a repensar como remuneram seus executivos, especialmente quando parte da remuneração está ligada ao recebimento de dividendos.
A legislação que começou a valer em 2026 mudou regras até então vistas como estáveis para pessoas físicas e jurídicas, incluindo a incidência de Imposto de Renda sobre dividendos acima de determinados valores pagos a um mesmo beneficiário, um movimento que tem impacto direto em executivos cujo pacote de ganhos combina salário, bônus e lucros distribuídos.
Especialistas em remuneração observam que muitos programas de incentivo e planos de longo prazo, como ações restritas e bônus baseados em desempenho, agora precisam ser reavaliados à luz das mudanças tributárias. À medida que o imposto sobre dividendos passa a fazer parte do cálculo de retorno do executivo, empresas enfrentam o desafio de preservar atratividade sem gerar desequilíbrios fiscais individuais ou perda de talentos.
Quem tem participação acionária relevante ou recebe parte da remuneração em forma de dividendos pode ver redução na atratividade do pacote total, uma vez que esse rendimento, antes isento, agora entra na base de cálculo do imposto de renda mínimo.
Para mitigar efeitos indesejados, comitês de remuneração corporativa estão revisando estruturas de incentivo, muitas vezes dando mais peso a instrumentos que não dependem exclusivamente de distribuição de lucros, como bônus atrelados a metas de desempenho ou ganhos em ações com períodos de carência mais longos.
Analistas de mercado ressaltam que a mudança tributária tende a intensificar o debate sobre equilíbrio entre eficiência fiscal e competitividade de pacotes remuneratórios, um ponto crucial para reter executivos em mercados aquecidos por competição por talentos.
Com isso, a administração das empresas brasileiras precisa harmonizar estratégias de governança corporativa com práticas tributárias mais complexas, sob pena de comprometer tanto a atração quanto a retenção de lideranças capazes de entregar crescimento sustentável.
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