ALTA PERFORMANCE

Exportações de rochas cearenses chegam a US$ 156,4 milhões, expansão de 93%

Por Marcelo Cabral - Em 14/01/2026 às 10:34 AM

Rochas cearenses são desejadas no mercado global pela alta qualidade         Foto: Divulgação/Simagran

O setor mineral do Ceará atingiu um desempenho inédito na pauta exportadora estadual em 2025,  e outras novidades devem ser reveladas nos próximos anos. As exportações de produtos minerais alcançaram US$ 156,4 milhões, praticamente dobrando o resultado de 2024, uma expansão expressiva de 93%. O avanço elevou a participação do segmento para 6,8% das exportações totais do Estado, consolidando-o como o terceiro maior setor exportador e um dos vetores mais dinâmicos do comércio exterior cearense.

Os números foram revelados pelo relatório Setorial em Comex – Setor Mineral, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), com base nas estatísticas oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), disponibilizadas no sistema Comex Stat. O grande protagonista do ano foi o quartzito. Em 2025, o Ceará tornou-se o maior exportador nacional do produto, posição que reposiciona o Estado no mapa brasileiro de rochas ornamentais. Sozinho, o quartzito respondeu por metade de todas as vendas externas do setor mineral, com faturamento de US$ 77,5 milhões e expansão notável de 178,1%.

Reconhecimento internacional

Carlos Rubens Alencar acredita em forte expansão nos próximos anos

O presidente do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran), Carlos Rubens Alencar, ressalta que o desempenho reflete o reconhecimento internacional da qualidade das rochas cearenses. Segundo ele, os quartzitos produzidos no aqui figuram entre os mais desejados do mundo, destacando-se pela excelência, durabilidade e capacidade de inovação em design. “Esses atributos agregam valor e nobreza às aplicações e dialogam diretamente com o mercado de luxo, que exige acabamento impecável e alto padrão”, afirma.

Ele ressaltou que não se trata de um fato episódico e a expectativa é que a taxa de crescimento do setor se mantenha em alta nos próximos anos. Há grandes áreas de pesquisa que estão se tornando ‘maduras’ e, ainda em 2026 devem entrar em operação. “Além disso, duas indústrias que produzirão rochas beneficiadas, com maior valor agregado, pois um bloco de pedra representa apenas 30% do seu valor final, e tem 70% para crescer. Beneficiada, essa pedra se transforma em chapas polidas com dois ou três centímetros, que terão inúmeras utilidades – como bancadas, mesas, revestimentos, pisos -, de altíssima qualidade“, explica Carlos Rubens.

Diversificar pauta e mercados

De acordo com Karina Frota, gerente do CIN, os resultados confirmam um movimento consistente de fortalecimento da base exportadora do setor mineral cearense. O avanço, segundo ela, decorre da combinação entre maior valor agregado, diversificação da pauta e ampliação dos mercados de destino – fatores que elevam a competitividade do Ceará no cenário global.

Essa alta performance ainda traduz a convergência entre oferta competitiva, qualidade do material e demanda internacional aquecida, especialmente nos segmentos de arquitetura, design e construção. Com presença crescente em produtos de maior valor agregado – sobretudo na Europa e América do Norte -, as rochas ‘Made in Ceará’ reforçam a imagem do Estado como fornecedor de materiais nobres e diferenciados, ampliando seu protagonismo no comércio exterior brasileiro.

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