Geopolítica

Donald Trump convida Lula para integrar conselho internacional sobre o futuro de Gaza

Por Marlyana Lima - Em 19/01/2026 às 3:26 AM

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Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva –  Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente norte-americano Donald Trump estendeu um convite formal ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para que o Brasil integre o recém-criado “Conselho de Paz” para Gaza, órgão que pretende debater soluções políticas e estruturais para o futuro da região. A comunicação, enviada por meio da Embaixada do Brasil em Washington, ainda não recebeu resposta do governo brasileiro.

Anunciado na quinta-feira (15), o colegiado será presidido pelo próprio Trump e simboliza um esforço de reposicionamento dos Estados Unidos em torno do conflito na Faixa de Gaza. Em tom solene, o presidente escreveu na plataforma Truth Social: “É para mim uma grande honra anunciar que O CONSELHO DE PAZ FOI FORMADO”.

A iniciativa reúne nomes de peso na diplomacia e no cenário geopolítico global. Foram confirmados o secretário de Estado americano Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Também integram o grupo Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga, o executivo Marc Rowan, da Apollo Global Management, e o vice-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert Gabriel.

Outra figura estratégica será o diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-dirigente das Nações Unidas, designado para atuar como Alto Representante para Gaza.

Autonomia da Palestina

O escopo da iniciativa é amplo. Segundo Trump, o Conselho de Paz é apenas uma das frentes de um plano composto por 20 pontos principais, que incluem a criação de um grupo administrativo dedicado a ampliar gradualmente a autonomia da região palestina. Entre as prioridades iniciais estão debates sobre governança, reconstrução, atração de investimentos e relações regionais.

Além do Brasil, outras nações sul-americanas foram convidadas, como Argentina e Paraguai. A presença desses países reforça o interesse norte-americano em ampliar o diálogo internacional em torno da estabilidade e do futuro de Gaza, tema de grande relevância geopolítica.

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