Em fevereiro

Após votação nesse domingo, Portugal terá segundo turno entre socialista e líder da direita radical

Por Julia Fernandes Fraga - Em 19/01/2026 às 1:30 PM

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António José Seguro – esq. – e André Ventura – dir. – seguem na disputa, inédita, desde os 1970. Foto: Montagem

As eleições presidenciais portuguesas de 2026 definiram neste domingo (18) um segundo turno entre António José Seguro (PS) e André Ventura (Chega). Em uma disputa altamente fragmentada — a mais pulverizada desde a redemocratização de 1974 — o socialista terminou o 1º turno na liderança, enquanto Ventura, nome da direita radical, se consolidou na segunda posição, avançando à etapa decisiva marcada para 8 de fevereiro.

A eleição ocorre em meio ao aumento do custo de vida, a sucessivas crises políticas e ao endurecimento recente da legislação migratória, tema central no discurso de Ventura e ponto de preocupação entre imigrantes, especialmente brasileiros. 

Números

António Seguro é ex-secretário-geral do Partido Socialista, obteve 31,12% dos votos e celebrou a disparada como símbolo da “defesa da democracia“, convocando “democratas, progressistas e humanistas” para barrar o extremismo.

Na sequência, André Ventura alcançou 23,53%, superando outros concorrentes e confirmando o crescimento do partido Chega. Ele afirmou que “é sinal que a direita acordou, que vamos ter uma nova direita em Portugal e que hoje começa a outra batalha”.

O terceiro colocado foi João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, com 15,99%, seguido pelo almirante Henrique Gouveia e Melo (12,33%). Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD, obteve 11,30%.

Reação bolsonarista

Após o anúncio dos resultados, políticos bolsonaristas comemoraram a ida de André Ventura ao segundo turno. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) divulgou foto ao lado do líder do Chega e de Santiago Abascal, do Vox, afirmando: “Parabéns aos cidadãos portugueses, mesmo os de fora de Portugal que votaram nele e apoiam o Partido Chega”.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) classificou Ventura como “aliado de Jair Bolsonaro e crítico ferrenho de Lula”. A também deputada Julia Zanatta (PL-SC) afirmou que “a direita avança como resposta ao esgotamento do projeto socialista”, atribuindo a articulação internacional ao trabalho de Eduardo Bolsonaro.

Os deputados federais Carol de Toni (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ) também celebraram. De Toni publicou foto em que Ventura aparece ao lado de Eduardo e Michelle Bolsonaro e declarou: “Agora, Portugal vive um momento decisivo: a real oportunidade de romper com um ciclo político desgastado”. Jordy parabenizou André Ventura pelo “excelente resultado” e defendeu que “essa é uma eleição fundamental para a retomada da Europa e para consolidação mundial da direita”.

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