PESQUISAS DO IPDC
Confiança do consumidor em Fortaleza atinge o seu melhor nível desde 2023
Por Marcelo Cabral - Em 19/01/2026 às 5:06 PM
O início de 2026 traz sinais alentadores para o comércio e para a saúde financeira das famílias em Fortaleza. Pesquisas divulgadas pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), vinculado à Fecomércio-CE, revelam que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) alcançou o melhor patamar desde maio de 2023, enquanto o nível de endividamento teve recuo de 2,0 pontos percentuais frente a dezembro.

Comércio varejista da Capital deve ser beneficiado pela situação Foto: Alex Gomes/Divulgação
Em janeiro, o ICC de Fortaleza atingiu 126,0 pontos, registrando crescimento de 0,4% na comparação mensal. O avanço é puxado, sobretudo, pelo componente de Expectativas Futuras (IEF), que subiu 1,2%, alcançando 131,1 pontos. O cenário reflete um consumidor mais confiante: 75,2% dos fortalezenses avaliam que sua situação financeira atual é melhor do que há um ano, enquanto 86,6% acreditam em uma melhora ainda mais significativa nos próximos meses.
Esse otimismo também se traduz em maior intenção de compra, especialmente no período de liquidações do varejo. O percentual de consumidores dispostos a adquirir bens passou de 43,3% para 45,5% em janeiro. O gasto médio planejado é de R$ 619,98 – com destaque para vestuário (38,9%), calçados (26,3%) e móveis e itens de decoração (14,7%).
Maior disciplina financeira
No campo das dívidas, a Pesquisa do Endividamento do Consumidor em Fortaleza, referente a este mês de janeiro, indica que 67,6% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida, como contas a pagar. O índice representa queda em relação a dezembro (69,6%) e confirma a trajetória descendente observada desde o início do ano passado, quando o percentual era de 74,4%, sinalizando uma gradual reversão do indicador.
O cartão de crédito segue como o principal instrumento de endividamento, utilizado por 72,5% dos entrevistados. Em média, o fortalezense compromete 34,5% da renda familiar com o pagamento de dívidas, com valor médio de débito de R$ 1.749,00. Apesar da redução do endividamento total, houve leve aumento de 0,4 ponto percentual nas contas em atraso, que alcançaram 19,6%.
Análise institucional
Para a diretora Institucional da Fecomércio-CE, Cláudia Brilhante, os números revelam um consumidor mais atento e organizado. “Isso cria uma perspectiva de que o ano de 2026 pode ser mais regular, no qual as pessoas estão priorizando pagar as suas dívidas, comprar à vista e não ficar com tantas prestações altas”, observa.

Cláudia Brilhante ressalta que há muitos desafios a serem superados
Ela chama atenção, contudo, para desafios que ainda persistem, como o uso excessivo do cartão de crédito e a dificuldade de cumprir o planejamento financeiro. “Alertamos que ainda temos uma quantidade muito grande de pessoas comprando no cartão de crédito e não conseguindo pagar. Então, aproveitamos o momento para orientar o consumidor: não adianta fazer a lista das suas despesas e não cumprir. A pesquisa nos mostra que a lista está feita, mas não está sendo cumprida, e isso não resolve financeiramente o orçamento”, destaca.
O cenário, segundo a análise, é favorável ao varejo – especialmente em períodos promocionais – desde que a concessão de crédito seja -, respeitando a real capacidade de pagamento das famílias e contribuindo para um crescimento mais equilibrado do consumo ao longo de 2026.
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