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Jovens lideram preocupação com impacto da IA sobre empregos, aponta estudo

Por Redação - Em 22/01/2026 às 12:01 AM

Bancos, Tecnologia Bancária, Fintech, Inteligência Artificial Foto Freepik

Enquanto 95% das empresas enxergam crescimento dos negócios com a adoção de IA, apenas cerca de metade dos trabalhadores compartilha esse otimismo FOTO: Freepik

Um levantamento global recente aponta que a geração mais jovem de trabalhadores é a que mais teme os efeitos da inteligência artificial (IA) sobre o mercado de trabalho, mesmo com a tecnologia criando novas oportunidades em setores emergentes.

A pesquisa, realizada pela consultoria Randstad com cerca de 27.000 trabalhadores e mais de mil empregadores em 35 países, revelou que quatro em cada cinco profissionais esperam que a IA influencie diretamente as tarefas que desempenham no dia a dia. Entre esse grupo, a Geração Z — nascida entre meados da década de 1990 e os anos 2010 — figura como a mais preocupada com possíveis perdas ou transformações de funções devido à automação e às ferramentas inteligentes.

Os dados também mostram um descompasso nas perspectivas entre empregadores e funcionários. Enquanto a maioria das empresas (95%) enxerga crescimento dos negócios com a adoção de IA, apenas cerca de metade dos trabalhadores compartilha esse otimismo, segundo o relatório divulgado nesta terça-feira.

Outro indicador refletido no estudo é o aumento expressivo de vagas que demandam habilidades ligadas à IA: oportunidades que citam competências de “agente de IA” cresceram mais de 1.500%, sugerindo que, apesar das apreensões, o mercado já está se reorganizando para atender às demandas tecnológicas.

Especialistas afirmam que a preocupação dos jovens está relacionada à rápida evolução das ferramentas de automação e à percepção de que tarefas rotineiras, inclusive em profissões qualificadas, podem ser substituídas ou transformadas por sistemas inteligentes.

Além disso, quase metade dos participantes da pesquisa acredita que os benefícios da IA tendem a favorecer mais as empresas do que os próprios trabalhadores, o que coloca em foco a importância de capacitação, requalificação profissional e políticas públicas de adaptação ao novo contexto laboral, dizem analistas.

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