Segurança bancária

Entenda quais investimentos contam com proteção do FGC no Brasil

Por Redação - Em 23/01/2026 às 9:30 AM

Dinheiro, Real Moeda Brasileira

O FGC atua como uma espécie de “seguro” para determinados produtos financeiros, garantindo ao investidor o reembolso de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é um mecanismo de proteção do sistema financeiro brasileiro que oferece segurança a poupadores e investidores caso uma instituição bancária passe por intervenção, liquidação ou falência. A função do fundo é reforçar a confiança no mercado e evitar perdas drásticas para quem aplica seus recursos em instituições associadas ao sistema.

O FGC atua como uma espécie de “seguro” para determinados produtos financeiros, garantindo ao investidor o reembolso de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira quando ocorre uma insolvência.

Principais produtos garantidos pelo FGC

A proteção se aplica a várias modalidades de aplicações, incluindo:

– Depósitos à vista — valores disponíveis em conta corrente.

– Depósitos de poupança — saldo de contas poupança.

– CDB e RDB — Certificados e Recibos de Depósito Bancário, usados em aplicações de renda fixa.

– LCI e LCA — Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio.

– LC — Letras de Câmbio.

– LH — Letras Hipotecárias.

– Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheque usados para pagamentos de salários, aposentadorias e benefícios.

– Operações compromissadas com títulos elegíveis emitidos por instituições associadas ao FGC.

Essa lista reúne produtos que são parte central da oferta de investimentos tradicionais dos bancos, especialmente os de renda fixa.

O que não tem garantia do FGC

Nem todo tipo de aplicação é coberto pelo fundo. Entre os investimentos sem essa proteção estão:

– Fundos de investimento e de previdência (como VGBL e PGBL).

– Títulos públicos, como os do Tesouro Direto.

– Letras Imobiliárias (LI) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIG).

– Ações, debêntures e outros produtos de renda variável.

Isso ocorre porque esses ativos não são considerados depósitos bancários ou títulos bancários cobertos pelas regras do FGC.

Por que isso importa para o investidor

Ter produtos sob cobertura do FGC pode reduzir o risco de perdas em cenários extremos, como a falência de um banco, pois há um limite definido de ressarcimento que protege parte dos recursos aplicados. Porém, essa proteção não elimina todos os riscos de mercado — especialmente para investimentos que dependem de desempenho ou preço.

Com essa compreensão, poupadores e investidores podem planejar suas aplicações com mais segurança, sabendo quais produtos têm um respaldo adicional em caso de problemas da instituição financeira.

Mais notícias

Ver tudo de IN Business