livre comércio

Acordo Mercosul-UE deve ter efeitos econômicos limitados no curto prazo, aponta Bradesco

Por Redação - Em 24/01/2026 às 12:37 AM

Mercosul União Europeia

O relatório também lembra que o acordo ainda depende de tramitação jurídica no Parlamento Europeu

Um relatório do departamento de pesquisa econômica do Bradesco indica que o recém-assinado acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode não gerar efeitos significativos no curto prazo para o Brasil, apesar de expectativas de aumento do comércio entre os dois blocos.

Segundo o estudo, embora o tratado reduza tarifas e amplie o acesso a mercados, a presença de cotas para produtos agrícolas e longos períodos de transição para eliminação de taxas devem limitar os ganhos imediatos. Produtos que já entram na Europa com tarifa zero, como petróleo e café, não terão mudanças estruturais em sua competitividade logo após a assinatura.

O relatório também lembra que o acordo ainda depende de tramitação jurídica no Parlamento Europeu, o que pode estender o cronograma de aplicação antes que regras mais amplas passem a valer.

Especialistas ouvidos destacam que, ao longo do tempo, o pacto deverá fortalecer gradualmente a corrente comercial bilateral, com potencial para aumentar exportações brasileiras e diversificar a pauta de produtos brasileiros no mercado europeu. Estimativas anteriores sugerem que, em longo prazo, o acordo poderia impulsionar o comércio entre os blocos em mais de 5% ao ano, ampliando fluxos de bens e serviços e consolidando a relação econômica entre Mercosul e UE.

Apesar da perspectiva de benefícios estruturais, o ritmo de implementação e o impacto real sobre setores-chave da economia brasileira dependerão de fatores como ratificação nos parlamentos, adaptação de cadeias produtivas e evolução da demanda internacional ao longo dos próximos anos.

Mais notícias

Ver tudo de IN Business