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Ouro e prata renovam máximas e reforçam corrida por metais nos mercados

Por Redação - Em 26/01/2026 às 12:03 AM

Barras De Ouro Foto Freepik

O desempenho recente dos metais vem atraindo tanto investidores institucionais quanto pessoas físicas FOTO: Freepik

Os mercados globais de metais preciosos vivem uma fase de forte alta, com destaque para a prata ultrapassando US$ 100 por onça e o ouro se aproximando dos US$ 5 000, movimentos que refletem uma combinação de maior procura por ativos considerados proteção em momentos de incerteza e restrições de oferta física.

Na última semana, a prata atingiu níveis inéditos acima de US$ 100/oz, um marco simbólico que reforça seu apelo tanto como ativo de hedge quanto por sua demanda industrial em setores como tecnologia e energia solar. Ao mesmo tempo, o ouro acelerou sua trajetória de valorização e chegou a novos recordes acima de US$ 5 000 por onça, consolidando-se como um dos principais refúgios tradicionais em períodos de volatilidade econômica e tensões geopolíticas.

Outro metal no centro das atenções é o cobre, que também registrou preços elevados nos mercados internacionais. A valorização desse metal base, amplamente usado em infraestrutura e eletrificação, é influenciada pelo crescimento da demanda ligada à transição energética e limitações na oferta global, fatores que impulsionam a cotação em patamares que desafiam máximas anteriores.

Analistas de mercado apontam que esse movimento de alta nos metais está ligado à busca por proteção diante de possíveis cortes nas taxas de juros em economias avançadas, aos desafios de produção e à procura constante por ativos com menor correlação com mercados acionários tradicionais.

Para investidores, esse cenário traz oportunidades, mas também riscos. A prata, historicamente mais volátil que o ouro, pode oferecer ganhos mais expressivos em ciclos de alta, mas também está sujeita a correções rápidas conforme mudam as expectativas econômicas. Já o ouro, pela sua liquidez e uso consolidado como reserva de valor, tende a permanecer no radar de quem busca diversificação de portfólios.

Entre as formas de exposição, especialistas mencionam fundos negociados em bolsa (ETFs) lastreados em metais, contratos futuros e ativos físicos, cada um com perfil de risco e custo diferente. A escolha depende do horizonte de investimento e da tolerância a oscilações de preço.

O desempenho recente dos metais vem atraindo tanto investidores institucionais quanto pessoas físicas, ao mesmo tempo em que levanta debates sobre se os níveis atuais são sustentáveis ou refletem um movimento especulativo temporário nos mercados de commodities.

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