
Presidente Nacional do PF, Valdemar Costa Neto suspende diálogo com ex-ministro Ciro Gomes. Foto: Instagram
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu empurrar para a véspera das eleições a definição sobre a composição de um palanque estadual no Ceará, em meio a tensões internas e divergências públicas envolvendo Michelle Bolsonaro e aliados locais. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.
Segundo o dirigente partidário, o apoio no Ceará só mais à frente, sob o comando do presidente estadual do partido, André Fernandes, numa sinalização de que qualquer decisão ficará concentrada na liderança regional e será tomada apenas em momento estratégico do calendário eleitoral.
Nos bastidores, o PL Ceará vinha negociando uma possível aliança com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) para a formação de uma chapa de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT). As conversas, no entanto, foram suspensas após manifestações de insatisfação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se posicionou contra a aproximação com um político historicamente crítico de Jair Bolsonaro.
A fala de Valdemar ocorre poucos dias depois de Ciro Gomes ser questionado, em entrevista coletiva na sexta-feira (22), sobre a eventual candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Em resposta, o ex-ministro declarou: “Por que eu apoiaria um camarada que não é do meu partido? O PSDB vai, nacionalmente, tomar posição. O União Brasil vai, nacionalmente, tomar posição. Então, quando tiver nessa hora, a gente conversa”.
Apesar do impasse, aliados de Ciro ainda alimentam a expectativa de que o PL possa, mais adiante, apoiar uma chapa oposicionista no Ceará, sobretudo diante da fragilidade da base governista em determinados segmentos do eleitorado.

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