OPORTUNIDADES
Acordo Mercosul-UE deve impulsionar investimentos e fluxo de cargas nos portos brasileiros
Por Redação - Em 27/01/2026 às 1:30 PM

O Porto de Santos, no litoral paulista, desponta como o principal beneficiário da intensificação das trocas com a Europa
A recente assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia cria um novo panorama para a logística brasileira, com potenciais ganhos diretos para os principais portos do país e implicações amplas no comércio exterior.
O tratado, que pode eliminar ou reduzir tarifas para boa parte das exportações brasileiras ao longo dos próximos anos, é visto por autoridades e especialistas como uma oportunidade para fortalecer o papel do Brasil como elo entre a produção nacional e o mercado europeu, um dos maiores do mundo.
O Porto de Santos, no litoral paulista, desponta como o principal beneficiário da intensificação das trocas com a Europa. Responsável por grande parte da corrente de comércio exterior do Brasil, a infraestrutura santista já se mobiliza para absorver o aumento de demanda previsto com a abertura de mercados e redução de barreiras tarifárias.
Especialistas afirmam que, com o acordo, o país pode atrair mais exportações de produtos de alto valor agregado e diversificar destinos dentro do bloco europeu, reduzindo a concentração de mercados que hoje se limita a alguns países.
Além de Santos, outros terminais estratégicos como o Porto de Itapoá (SC) e o Porto de Suape (PE) buscam se adaptar para atender ao novo cenário, ampliando capacidade operacional e atraindo rotas comerciais regulares para a Europa. A expectativa é que esses portos ganhem relevância na movimentação de contêineres e cargas variadas.
Desafios logísticos e competitividade
Analistas ressaltam que a simples redução de tarifas não garante automaticamente mais movimentação nos portos. É necessária a modernização de acessos, maior eficiência logística e adequação às normas internacionais de comércio para que os terminais brasileiros se tornem competidores sólidos no cenário global.
Segundo dados oficiais, uma parcela expressiva das exportações brasileiras ainda depende do transporte marítimo, o que coloca os portos no centro de estratégias de crescimento.
Horizonte e impacto econômico
Embora a implementação do acordo ainda esteja sujeita ao processo de ratificação pelos parlamentos dos países envolvidos, sua aplicação poderá ampliar o acesso brasileiro a um mercado de centenas de milhões de consumidores, com reflexos não apenas nos portos, mas também em setores como indústria, agronegócio e logística.
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