CERTIFICAÇÃO AUDITADA
Selo ESG-FIEC destaca empresas que avançam em sustentabilidade no Ceará
Por Marcelo Cabral - Em 27/01/2026 às 5:22 PM

Carlos Maia, Eliza Pinto, Ricardo Cavalcante, Beto Studart e Lúcio Gomes Fotos: Gecom/FIEC
As empresas BSPAR Incorporações, Companhia Docas do Ceará (CDC), Linhas & Cores e Terminais Portuários Ceará (Tecer) foram reconhecidas, nesta terça-feira (27), com o Selo ESG-FIEC, certificação concedida pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará que valida boas práticas de sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa no setor industrial. A cerimônia também marcou a recertificação da BSPAR Incorporações, que recebeu o selo pela primeira vez em 2024 e, este ano, renovou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.
Conduzido pelo presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, o evento reuniu nomes de destaque do empresariado cearense, entre eles Beto Studart, fundador da BSPAR Incorporações e ex-presidente da FIEC; Lúcio Gomes, diretor-presidente da Companhia Docas do Ceará; Carlos Maia, diretor acionista da Terminais Portuários Ceará (Tecer), e Eliza Pinto, diretora da Linhas & Cores. Empresários, autoridades, presidentes de sindicatos industriais, gestores do Sistema FIEC e colaboradores das empresas certificadas também prestigiaram o encontro.
Com as novas concessões, chega a 36 o número de indústrias cearenses detentoras do Selo ESG-FIEC, além de quatro empresas recertificadas. Desse total, 12 alcançaram o selo AAA, nota máxima nos critérios ambiental, social e de governança. “Mais do que indicadores, esses números revelam algo essencial: a disposição crescente das indústrias cearenses de assumir responsabilidade estratégica sobre suas decisões, fortalecendo sua competitividade, suas relações ao longo da cadeia de valor e sua posição em um mercado cada vez mais exigente”, destacou Ricardo Cavalcante.
Conexão entre setores

Lúcio Gomes lebrou que a CDC é a primeira estatal do Brasil a receber esse reconhecimento relevante
Responsável pela administração e exploração comercial do Porto de Fortaleza, a Companhia Docas do Ceará possui mais de 50 projetos ativos com foco nos pilares ESG. “Estamos sentindo um misto de orgulho e emoção. É uma responsabilidade muito grande, porque conseguimos chegar ao patamar BBB, mas também temos o peso de manter isso por dois anos e crescer. A Docas é a primeira estatal que consegue chegar a esse reconhecimento. Temos muitos projetos na nossa esteira e boa parte deles são estudos e consultorias para que possamos ter um planejamento estratégico e ir além. Agradecemos à FIEC pela parceria, e o selo é um coroamento de todo o nosso trabalho que visa o crescimento da empresa, mas procura respeitar essa organização moderna dos pilares do meio ambiente, social e de governança”, frisa Lúcio Gomes.
Representando a Tecer, empresa com atuação no Porto do Pecém, Carlos Maia elogiou a iniciativa da FIEC de incluir o setor de logística entre os contemplados pelo Selo ESG. Para o diretor acionista, a certificação amplia a competitividade no mercado financeiro e fortalece o relacionamento com stakeholders. “É fundamental essa conexão da indústria e do setor de logística. Para quem exporta e para quem importa, ter os parceiros e provedores já certificados agrega ao produto. Então, acredito que a tendência é que outros prestadores de serviços da cadeia logística venham aqui até a FIEC buscar a sua certificação também. É um ganha-ganha para todo o ecossistema”, afirmou.
Já Eliza Pinto ressaltou que o processo de certificação impulsionou mudanças estruturais dentro da Linhas & Cores. “Tivemos uma preocupação muito grande com a questão da destinação dos nossos resíduos, principalmente os resíduos têxteis, que são gerados em grandes volumes. Também na questão da governança, adaptamos alguns processos e fizemos a revisão de todos os nossos códigos de ética, de conduta e das nossas políticas sustentáveis”, salientou. “Hoje é um dia muito importante, porque estamos diante de muitas empresas grandes e conseguimos ver que as pequenas e médias empresas também podem obter esse selo”, completou.
Renovação do compromisso

Beto Studart diz que o ESG está culturalmente implantado na BSPAR
Reconhecida com o Selo ESG-FIEC em 2024, com nota máxima, a BSPAR Incorporações foi recertificada, reflexo da consolidação de uma cultura organizacional voltada ao ESG. “A recertificação, a meu ver, demonstra que o ESG está culturalmente implantado na BSPAR. Acredito que seja ainda mais difícil do que a primeira, porque, se você perder, desmorona tudo. Ela demonstra que nós continuamos um protocolo em ESG como se fosse uma questão de ordem cultural na empresa. Por isso, fico muito feliz de estar participando desse momento. É uma coisa séria, que acaba culminando em resultados positivos. Assim, a gente mostra para o mundo a seriedade das nossas práticas”, afirmou Beto Studart.
Para Alciléia Farias, gestora do Núcleo ESG da FIEC, o selo se consolida a cada edição como referência nacional em sustentabilidade industrial. “O selo é a chancela que as empresas precisam ter para comunicar ao mundo que são sustentáveis. Não adianta falar, não é uma questão de marketing. É preciso que se certifique, de preferência por uma certificadora que audita, que tem o peso internacional como é o Bureau Veritas. Sabemos da nossa responsabilidade e do quão longe estamos do mundo ideal, mas também temos ciência de que cada edição é um largo passo dado rumo a um futuro cada vez mais sustentável”.
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