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Governo Federal prioriza fim da escala 6×1 em 2026 e articula apoio no Congresso

Por Julia Fernandes Fraga - Em 29/01/2026 às 12:39 AM

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Gleisi Hoffmann tomou café com ‘Jornalistas do Planalto’ nessa quarta, 28. Foto: Valdenio Vieira/SEAUD-PR

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nessa quarta-feira (28) que o fim da escala 6×1 – seis dias de trabalho por um de folga – é prioridade do governo federal em 2026. Segundo ela, o Executivo pode enviar um projeto para unificar as propostas em tramitação no Congresso, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre.

“Depois do presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] ter feito a correção do salário mínimo por aumento real, ter conquistado mais empregos para população, ter feito a isenção do imposto de renda [IR] para quem ganha até R$ 5 mil, está na hora de cuidar da qualidade de vida do povo brasileiro”, apontou a ministra. Ela destacou que a escala atual afeta principalmente as mulheres. “Não é possível que as pessoas tenham um dia só por semana para descansar e para terem os seus afazeres domésticos e pessoais.”

Gleisi afirmou ainda que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é favorável ao debate e que o projeto tem apoio popular. “Quando você tem a opinião pública, quando você mostra certeza de uma proposta, eu acho que a casa se mostra sensível”, disse, citando como exemplo a aprovação unânime da isenção do IR.

Outras pautas

Com a retomada do Ano Legislativo em 2 de fevereiro, a ministra apontou outras prioridades do governo, como o acordo Mercosul–União Europeia, a regulamentação do trabalho por aplicativos, a PEC da Segurança Pública, o projeto de lei antifacção e medidas provisórias como o Gás do Povo e o Redata.

O governo também atua para manter o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro. “Qualquer situação que mexa nisso vai ser muito ruim para a democracia e para o Estado Democrático de Direito”, afirmou Gleisi Hoffmann.

Na relação com o Congresso, Gleisi disse também que o tema das emendas parlamentares está pacificado. O Orçamento de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas, e o governo pretende antecipar até julho o pagamento de pelo menos 65% das emendas impositivas.

Por último, sobre as investigações envolvendo o Banco Master, a ministra negou irregularidades por parte do governo e afirmou que há tentativa da oposição de associar o caso ao presidente Lula e ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. “O presidente recebe muita gente, já recebeu Vorcaro, já recebeu outros presidentes de banco. Isso é da natureza do cargo presidencial”, explicou.

Gleisi ressaltou que as apurações da Polícia Federal ocorreram sob a gestão de Lewandowski e que o governo tem sido firme na investigação. Para a ministra, a oposição tem mais explicações a dar do que o governo.

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