
Camarão da Costa Negra tem certificação de qualidade do INPE. Foto: G1
O Ceará tem ampliado sua presença no mercado nacional e internacional por meio do reconhecimento de produtos tradicionais como Indicações Geográficas (IGs), certificação concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O selo atesta a origem e as características singulares de bens associados a territórios específicos, agregando valor, identidade e competitividade aos produtos locais, em processo semelhante ao que consagrou itens como o champagne, produzido exclusivamente na região homônima da França.
No Brasil, as IGs se dividem em duas categorias: as Indicações de Procedência (IP), que reconhecem localidades tradicionalmente conhecidas como centros produtores, e as Denominações de Origem (DO), quando as qualidades do produto estão diretamente ligadas aos fatores naturais e humanos do território. O Estado do Ceará reúne atualmente nove produtos certificados nessas modalidades e avança no reconhecimento de outros dois: o Café da Serra de Baturité, já com pedido depositado, e as Facas de Potengi, em fase de certificação.
Entre as Denominações de Origem, destaca-se o Camarão da Costa Negra, produzido no litoral oeste cearense. Já nas Indicações de Procedência, ganham evidência a Renda Filé de Jaguaribe e as Redes Artesanais de Jaguaruana. O artesanato, aliás, figura como um dos principais ativos do Estado: das 12 IGs do Nordeste, cinco são cearenses, reforçando o protagonismo regional nesse segmento.
Também integram a lista de produtos reconhecidos as Rendas de Bilro de Aquiraz, o Artesanato em fibra do croá de Pindoguaba – Tianguá, o Algodão agroecológico dos Inhamuns e o Mel de Aroeira, igualmente originário da região dos Inhamuns. Segundo Germano Bluhm, analista da Unidade de Competitividade dos Negócios e gestor de agronegócio do Sebrae Ceará, entre 2020 e 2022 foram realizados dez estudos, todos considerados viáveis, dos quais sete já resultaram em registros de IG.
No cenário nacional, o avanço é igualmente expressivo. O Brasil passou de 73 Indicações Geográficas registradas pelo INPI em 2020 para 151 em 2026, mais que dobrando o total no período. De acordo com o Sebrae Nacional, somente no último ano foram aplicados 95 diagnósticos, identificando 69 territórios com potencial para obter o reconhecimento como Indicação Geográfica, consolidando o instrumento como estratégia de desenvolvimento econômico, social e territorial.

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