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Oracle planeja levantar até US$ 50 bilhões para expandir nuvem e IA
Por Redação - Em 02/02/2026 às 5:00 PM

O movimento evidencia a necessidade de recursos robustos para construir data centers e infraestrutura física capazes de atender à demanda crescente de grandes clientes
A Oracle Corporation anunciou um plano ambicioso de captação de entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões ao longo de 2026 para financiar a expansão de sua infraestrutura de computação em nuvem focada em inteligência artificial (IA), em meio à intensa competição global pelo processamento de dados e serviços de IA corporativa.
A estratégia financeira envolve uma combinação de emissão de dívida e oferta de ações. Cerca de metade do total esperado virá de debt financing, incluindo uma emissão pontual de títulos sênior não garantidos com grau de investimento, enquanto o restante será captado por meio de venda de ações ordinárias e títulos conversíveis, segundo documentos enviados ao mercado.
O movimento evidencia a necessidade de recursos robustos para construir data centers e infraestrutura física capazes de atender à demanda crescente de grandes clientes, como provedores de tecnologia e plataformas digitais que utilizam serviços de nuvem e IA. Parceiros e contratos de fornecimento já firmados exigem capacidade computacional e armazenamento adicionais, pressionando a empresa a ampliar sua malha de servidores e centros de dados.
O plano de captação ocorre em um momento em que o mercado financeiro está atento à sustentabilidade dos grandes gastos com IA. Os credit default swaps (CDS) da Oracle, um termômetro de risco financeiro, atingiram níveis elevados não vistos desde a crise de 2008-09, refletindo preocupações de investidores sobre a alavancagem e a capacidade da empresa de manter seu balanço financeiro sólido enquanto aposta pesado em tecnologia de ponta.
Especialistas de mercado apontam que um programa de captação dessa magnitude pode fortalecer a posição da Oracle no competitivo setor de nuvem e IA, mas também intensificar a pressão sobre seus resultados financeiros de curto prazo, uma vez que os retornos sobre investimentos em infraestrutura digital podem demorar a se materializar.
A empresa afirma que a combinação de dívida e capital próprio foi pensada para preservar sua classificação de crédito com grau de investimento, enquanto busca suportar a expansão de serviços e manter a confiança dos investidores ao longo do processo.
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