EXPANSÃO RECORDE

Nordeste soma US$ 24,8 bilhões em exportações e reforça balança comercial

Por Marcelo Cabral - Em 02/02/2026 às 7:52 PM

A Região Nordeste encerrou 2025 com o melhor desempenho exportador dos últimos três anos, consolidando o fortalecimento da balança comercial regional. No período, foram vendidos ao mercado internacional US$ 24,8 bilhões em produtos, cerca de 7% de tudo o que o Brasil exportou, segundo os novos painéis de comércio exterior do Data Nordeste, plataforma pública desenvolvida pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Porto do Pecém tem ampliado a capacidade de exportações do Ceará                      Foto: Tecer Terminals 

O resultado representa avanço em relação a 2024 e reflete não apenas a expansão das exportações, mas também a redução da dependência do mercado externo. As importações nordestinas recuaram cerca de 5%, passando de US$ 28,7 bilhões em 2024 para US$ 27,2 bilhões em 2025, sinalizando maior equilíbrio no fluxo comercial da região.

Na pauta exportadora, os produtos do reino vegetal lideraram as vendas externas, com US$ 6,9 bilhões, seguidos pelos minerais (US$ 4,6 bilhões) e pelos produtos das indústrias alimentares US$ 2,1 bilhões. A China manteve-se como principal destino das exportações nordestinas, com US$ 6,22 bilhões, à frente dos Estados Unidos (US$ 2,89 bilhões) e do Canadá (US$ 2,72 bilhões). Na América do Sul, a Argentina foi o principal parceiro comercial (US$ 1,62 bilhão), enquanto, na Europa, os Países Baixos concentraram o maior volume de compras (US$ 1,19 bilhão).

Entre os estados, a Bahia liderou as exportações, com US$ 11,52 bilhões, seguida pelo Maranhão (US$ 5,49 bi) e por Pernambuco, com US$ 2,36 bilhões. Ceará com um total de US$ 2,30 bilhões, Rio Grande do Norte (US$ 1,14 bi), Piauí (US$ 850 milhões), Alagoas (US$ 580 mi), Sergipe (US$ 510 mi) e Paraíba (US$ 140 milhões) completam o ranking.

Do lado das importações, os produtos minerais lideraram a pauta, com US$ 10,98 bilhões, valor que corresponde a quase 40% de tudo o que foi importado pela região. Na sequência aparecem os produtos químicos (US$ 4,56 bi) e o grupo formado por máquinas, aparelhos, material elétrico e equipamentos de som e imagem, que somou US$ 3,34 bilhões.

Quanto à origem das compras externas, os Estados Unidos ocuparam a primeira posição (US$ 7,71 bilhões), seguidos pela China (US$ 5,19 bilhões), além da Rússia (US$ 1,55 bilhão) e da Argentina (US$ 1,42 bilhão). A Bahia também liderou o volume de importações, com US$ 12,83 bilhões, à frente do Maranhão (US$ 10,50 bi), de Pernambuco (US$ 7,10 bi) e do Ceará, com US$ 6,50 bilhões.

Os números reforçam a relevância crescente do Nordeste no comércio exterior brasileiro e evidenciam um movimento de maior diversificação produtiva e de mercados. Com dados organizados e acessíveis por meio do Data Nordeste, a região passa a contar com um instrumento estratégico para orientar políticas públicas, atrair investimentos e ampliar sua competitividade no cenário internacional.

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