Frentes Parlamentares

Coalizão dos Biocombustíveis quer impulsionar mercado e liderança do Brasil

Por Julia Fernandes Fraga - Em 06/02/2026 às 12:26 AM

Hidrogênio verde é uma das apostas do Ceará nesse ramo. Foto: Divulgação

As Frentes Parlamentares da Agropecuária, do Biodiesel, do Etanol e da Economia Verde lançaram na quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, a Coalizão dos Biocombustíveis, sob comando do presidente da Comissão Especial sobre Transição Energética, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). O intuito é unir forças políticas e econômicas para acelerar a regulamentação e a implementação de leis do setor, como as dos Biocombustíveis, do Hidrogênio Verde e dos Combustíveis do Futuro.

O conselho deliberativo da Coalizão dos Biocombustíveis é formado pelos presidentes das frentes parlamentares.

Posições

Arnaldo Jardim lembrou o estímulo direto da Lei dos Combustíveis do Futuro, a qual relatou, afirmando que “soma já na sua implementação, cerca de R$ 260 bilhões de investimento. E hoje nós damos um passo para que essas ações possam estar congregadas num esforço comum”. Para o deputado, a iniciativa ajuda a reduzir a dependência de combustíveis fósseis e ampliar o uso de biocombustíveis. “Gera emprego, cria renda e coloca o Brasil como líder mundial”, completou.

O deputado Sergio Souza (MDB-PR) manifestou apoio do setor agro, apontando que “a Coalizão é essencial”, pois se tem “condições de liderar e contribuir para a transição energética”.

O parlamentar Alceu Moreira (MDB-RS) falou a respeito da atuação internacional do grupo, que pretende “viajar o mundo inteiro e trabalhar os mercados, tanto para vender a matéria-prima pura, como para vender todos os seus derivados da cadeia produtiva, chamando a atenção dos embaixadores para a importância desse setor para nossa economia”. Ele defende que o deputado Jardim “pode fazer toda a relação com os Parlamentos mais diversos do mundo, informando sobre a quantidade de desinformação que nós temos, principalmente na questão ambiental”.

O empresário André Lavor ressaltou os ganhos ambientais do biodiesel, que “essencialmente reduz em mais de 80% as emissões de gás efeito estufa: cada 1% que se acrescenta reduz milhões de toneladas de CO2″.

São mais de 80 bilhões de litros que foram produzidos de biodiesel em 20 anos do setor e chegando a quase 300 milhões de toneladas (de CO²) que foram reduzidas. Segundo ele, com mistura de 25% até 2035, mais de 500 milhões de toneladas de CO² deixariam de ser emitidas.

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