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Show de Bad Bunny no Super Bowl provoca reação de Donald Trump e domina debates nas redes sociais

Por Suzete Nocrato - Em 09/02/2026 às 10:48 AM

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O cantor porto-riquenho Bad Bunny se apresentou no intervalo do Super Bowl, na Califórnia: Foto: Instagram

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a apresentação do cantor Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl, realizado neste domingo, 8, na Califórnia. Diante da ampla repercussão do espetáculo e da leitura política feita por parte do público sobre a performance do artista porto-riquenho, Trump reagiu nas redes sociais, classificando o show como “Uma afronta à grandeza americana”.

O republicano, que optou por não comparecer ao Super Bowl, usou sua conta na rede Truth Social para se manifestar imediatamente após a apresentação do astro do reggaeton. Em tom crítico, escreveu que “ninguém entendeu o que esse cara estava dizendo”. A reação do público nas demais plataformas digitais, no entanto, seguiu caminho oposto.

Em redes como o X (antigo Twitter), a apresentação de Bad Bunny não apenas foi amplamente compreendida, como também gerou forte engajamento. O artista figurou entre os principais tópicos mais comentados, impulsionado por elogios à valorização da cultura latina e à presença de referências identitárias no maior evento esportivo dos Estados Unidos.

O show

Sem recorrer a mensagens políticas explícitas, mas com uma vibrante exaltação da cultura latina — e, em especial, de sua Porto Rico natal —, Bad Bunny protagonizou, no fim da tarde de domingo (22h19 no Brasil), o aguardado show do intervalo do Super Bowl. A apresentação contou ainda com participações especiais da americana Lady Gaga e do também porto-riquenho Ricky Martin, estrelas convidadas para a grande celebração anunciada pelo anfitrião dias antes.

Com forte apelo visual, coreografias marcantes e uma narrativa cinematográfica, o espetáculo percorreu os 10 anos de carreira do artista, combinando dança, cenografia e sucessos que consolidaram seu nome como um dos maiores fenômenos globais da música latina contemporânea.

O palco, montado no centro do Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia — onde se enfrentavam New England Patriots e Seattle Seahawks —, serviu de cenário para o início da apresentação de Benito Antonio Martinez Ocasio, nome de batismo de Bad Bunny. O cantor surgiu em meio a uma ambientação que reproduzia uma plantação, evocando suas origens no reggaeton, e abriu o show com “Tití me preguntó” e “Solita”.

Em uma encenação que lembrava a narrativa de um filme, acompanhada por um balé feminino rigorosamente coreografado, Bad Bunny atravessou sua trajetória musical no palco. No percurso, fez referências a pioneiros do reggaeton, como Tego Calderón, e interpretou um trecho de “Gasolina”, de Daddy Yankee, considerado o primeiro grande hit do movimento.

O clímax visual veio com a transição dos holofotes para Lady Gaga, que surgiu em um belo vestido e, à vontade no papel de crooner latina, apresentou uma versão em salsa de seu sucesso “Die with a smile”, encerrando o espetáculo sob forte aplauso do público e intensa repercussão nas redes sociais.

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