Estratégia europeia
Macron defende eurobônus, critica acordo com o Mercosul e alerta para postura dos EUA
Por Suzete Nocrato - Em 10/02/2026 às 10:06 AM

Presidente francês Emmanuel Macron defende que a Europa proteja melhor suas próprias indústrias. Foto: REUTERS
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu que a União Europeia (UE) avance na criação de um mecanismo de empréstimo conjunto, como os eurobônus, com o objetivo de permitir investimentos em larga escala e desafiar a hegemonia do dólar americano no sistema financeiro internacional. Para o líder francês, a iniciativa é central para fortalecer a autonomia econômica do bloco.
Macron também afirmou que a Europa precisa proteger melhor suas próprias indústrias, reiterando sua posição crítica em relação ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que classificou novamente como um “mau negócio” para os interesses europeus.
As declarações do presidente francês concedidas em entrevistas a jornais franceses e publicadas nesta terça-feira (10), ocorrem às vésperas da reunião dos chefes de Estado e de governo da União Europeia, marcada para quinta-feira (12), em Bruxelas, na qual os líderes devem discutir a competitividade do bloco, a soberania econômica europeia e os desafios impostos pelo atual cenário internacional.
Comércio internacional
Durante as entrevistas, o presidente francês avaliou que o continente precisa simplificar e aprofundar o mercado interno europeu, argumentando que o ritmo das reformas é insuficiente diante dos desafios globais. Segundo Macron, “os planos para tornar a Europa mais soberana não estão progredindo rápido o suficiente.”
O chefe de Estado também fez um alerta geopolítico ao afirmar que a Europa não deve confundir uma trégua momentânea nas tensões com Washington com uma mudança estrutural na postura dos Estados Unidos, mesmo após o aparente arrefecimento de disputas envolvendo a Groenlândia, o comércio internacional e a tecnologia.
Em tom mais duro, Macron defendeu uma postura firme diante de conflitos diplomáticos: “Quando há um ato claro de agressão, acho que o que devemos fazer não é nos curvar ou tentar chegar a um acordo. Acho que tentamos essa estratégia há meses. Não está funcionando”, disse Macron.
O presidente francês afirmou ainda que o governo Trump adotava uma postura “abertamente antieuropeia” e que buscava o “desmembramento” da União Europeia, ampliando o clima de desconfiança entre os aliados transatlânticos.
Macron acrescentou que os Estados Unidos podem retaliar países da UE, incluindo França e Espanha, em resposta a iniciativas nacionais que pretendem proibir crianças de usar redes sociais, tema que vem ganhando força no debate regulatório europeu.
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