Pauta Nacional

Acordo Mercosul–UE entra em fase decisiva com votação marcada para o dia 24

Por Julia Fernandes Fraga - Em 13/02/2026 às 12:36 AM

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Senador Nelsinho Trad sinalizou a data após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Fotos: Cadu Gomes/VPR

A retomada da votação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia ganhou novo impulso político após parlamentares do Congresso Nacional se reunirem, na quarta-feira (11), com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), para alinhar a pauta.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), Nelsinho Trad (PSD-MS), defendeu a aprovação do tratado e classificou o momento como estratégico para ampliar a inserção internacional do Brasil. Segundo ele, a votação pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, da qual é vice-presidente, deve ser tocada em 24 de fevereiro.

Salvaguardas e sinalização ao mercado

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O senador Trad anunciou também a criação de um grupo de trabalho voltado a estudar medidas de proteção a produtores brasileiros potencialmente afetados, iniciativa que busca equilibrar a abertura comercial com garantias a setores sensíveis. O colegiado reunirá técnicos do governo e do Senado, além de integrantes da CRE. “Não há outro caminho a não ser proporcionar condições favoráveis para que esse acordo, de uma vez por todas, possa entrar em vigor”, enfatizou ele.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reforçou a necessidade de salvaguardas para produtores dos setores de vinho e leite, ao mesmo tempo em que destacou a competitividade do agronegócio brasileiro e dos países do bloco. Para a parlamentar, o acordo representa um avanço estrutural. “O acordo, como um todo, eleva a régua e vai ser bom para o Brasil e para o setor agrícola a médio prazo”, acredita.

O vice-presidente Alckmin também se manifestou elogiando as ações do Senado e enquadrou o tratado como vetor de crescimento econômico, exportações e atração de investimentos, reforçando a leitura de que a pauta é prioritária para a política comercial brasileira. “Algumas indústrias não sobrevivem sem o comércio exterior. O comércio exterior é emprego, renda e oportunidade. Estamos otimistas”, indicou.

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