
Reverendo Jesse Jackson chora após o anúncio da vitória de Obama Foto: Damon Winter/The New York Times
Os Estados Unidos se despedem de um dos nomes mais emblemáticos da luta por direitos civis e igualdade racial. O reverendo Jesse Jackson morreu nesta terça-feira, 17, aos 84 anos, conforme comunicado divulgado por sua família.
Pastor e ativista veterano, Jackson foi uma das principais vozes na defesa da justiça social nos Estados Unidos ao longo de mais de cinco décadas. Companheiro de Martin Luther King Jr. nos anos 1960, ele esteve na linha de frente das mobilizações que enfrentaram as barreiras institucionais e sociais que limitavam o espaço político aberto aos afro-americanos.
Sua atuação consolidou-se como símbolo de resistência pacífica, articulação política e mobilização comunitária em um período decisivo para a democracia norte-americana.
Protagonismo por igualdade racial
Ao lado de Martin Luther King, Jesse Jackson participou de campanhas históricas contra a segregação e a discriminação racial, defendendo o acesso igualitário a direitos civis, oportunidades econômicas e representação política.
Ao longo da vida pública, tornou-se uma das figuras mais reconhecidas do movimento por direitos civis nos EUA, ampliando o debate sobre inclusão racial, participação política e equidade social.
Em nota oficial, a família destacou o legado moral e espiritual do reverendo:
“Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais ele viveu”.
A declaração reforça o papel de Jackson não apenas como liderança política, mas como referência ética e religiosa para gerações que encontraram em sua trajetória um modelo de compromisso com transformação social.

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