Responsabilidade Corporativa

Receita de US$ 16 bilhões coloca Meta no centro de investigação da CPI do Crime Organizado

Por Julia Fernandes Fraga - Em 20/02/2026 às 12:46 AM

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Relator da Comissão emitiu a convocação do diretor-geral Conrado Leister. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A CPI do Crime Organizado ouve na terça-feira (24), às 9h, o diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. Senadores querem esclarecimentos sobre a possível utilização das plataformas digitais da empresa (Facebook e Instagram) como veículos para a disseminação de atividades criminosas e como fonte de financiamento para o crime organizado.

Leister foi convocado a partir de requerimento do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A urgência do depoimento justifica-se, segundo o relator, pelas “recentes e graves revelações publicadas pela imprensa, com base em documentos internos da própria empresa”.

Entenda

Conrado Leister

Conrado Leister, executivo da Meta no Brasil. Foto: Reprodução/Linkedin

Os documentos divulgados indicariam que a Meta obteve um faturamento de aproximadamente US$ 16 bilhões em 2024 proveniente da veiculação de anúncios de golpes e produtos proibidos. O valor representaria cerca de 10% da receita anual total da companhia.

“Para os trabalhos desta CPI, o ponto nevrálgico da investigação é a natureza desses anúncios, que expuseram milhões de usuários a golpes de comércio eletrônico, investimentos falsos, cassinos ilegais e venda de produtos médicos proibidos. Anúncios dessa natureza poderiam constituir fontes de receita e métodos de lavagem de capitais para facções e organizações criminosas, objeto de investigação desta comissão”, justifica Vieira.

A audiência ocorre em meio ao avanço do debate sobre regulação das plataformas digitais, responsabilidade das big techs, compliance corporativo e risco reputacional no setor de tecnologia, temas que impactam diretamente o ambiente de negócios e o mercado financeiro.

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