disputa judicial

Natura fecha acordo de US$ 67 milhões para encerrar processo da Avon nos EUA

Por Redação - Em 23/02/2026 às 10:22 AM

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Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Natura ressaltou que o acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares por parte da empresa ou de suas controladas

A Natura Cosméticos informou, nesta segunda-feira (23), que fechou um acordo para encerrar definitivamente um processo judicial nos Estados Unidos envolvendo a ex-subsidiária Avon Products. A ação estava ligada a alegações de contaminação por amianto em produtos de talco, e a decisão ocorre após a Corte de Apelação da Califórnia confirmar a sentença desfavorável à Avon, em um caso conhecido como Chapman.

O acordo prevê o pagamento de US$ 67 milhões (aproximadamente R$ 347 milhões) pela Natura até 6 de março, valor que a empresa já havia provisionado em suas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2025. A cifra representa quase a totalidade do valor atualizado da condenação, estimado em cerca de US$ 68,8 milhões caso o processo fosse levado adiante nos tribunais.

Para mitigar o impacto financeiro, a companhia destacou que parte dos recursos será compensada por recebíveis ligados à venda de ativos da Avon realizada nos últimos meses: US$ 22 milhões relacionados à operação na América Central e República Dominicana e € 26,9 milhões (euros) provenientes da venda da Avon Rússia.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Natura ressaltou que o acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares por parte da empresa ou de suas controladas. Segundo a companhia, o processo de talco representava a última obrigação financeira ou de qualquer natureza relacionada aos litígios da ex-controlada nos Estados Unidos, e sua conclusão permite à Natura reforçar o foco em seu crescimento na América Latina.

O caso Chapman remonta a alegações de que produtos à base de talco vendidos pela Avon desde os anos 1950 continham amianto, um mineral considerado agente carcinogênico, e teriam contribuído para o desenvolvimento de câncer raro em uma consumidora e seu esposo, conforme relatos apresentados nos autos.

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