Inovação Global
O avanço dos robôs humanoides redefine a geopolítica da inteligência artificial e inaugura nova corrida tecnológica
Por Suzete Nocrato - Em 02/03/2026 às 10:01 AM

Os humanoides ganham força na China e podem inaugurar nova era dos robôs. Foto: Adek Berry/AFP
Após as celebrações realizadas em Pequim em 16 de fevereiro, nas comemorações do início do ano,o cenário simbólico parece apontar para uma nova direção: o protagonismo dos robôs humanoides, máquinas com anatomia e movimentos inspirados no corpo humano, que já começam a assumir papel central na próxima revolução tecnológica.
As imagens de robôs que dançam e lutam capturaram a atenção global e sinalizam que a potência asiática avança rumo ao que especialistas descrevem como o momento “ChatGPT da robótica”, quando essa tecnologia poderá atingir adoção massiva em escala planetária.
Os indícios dessa transformação estão disseminados. Em janeiro, Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou que robôs com capacidades comparáveis às humanas chegarão em breve ao mercado. Elon Musk, por sua vez, anunciou que a Tesla iniciará a comercialização de humanoides em 2027 — movimento que incluiu a reestruturação da montadora, com a redução da produção dos modelos Model S e Model X para priorizar investimentos em robótica avançada.
Simultaneamente, em Xangai, a fabricante Unitree inaugurou, em dezembro, uma loja de robôs voltada ao consumidor final — um conceito que remete à experiência das Apple Stores e sinaliza a transição da tecnologia para o cotidiano.
Brasil entra no jogo
No Brasil, um dos protagonistas desse novo ecossistema é o ex-atleta olímpico Pedro Chiamulera, que investiu R$ 1,2 milhão na aquisição de 14 unidades da chinesa Booster Robotics. Seu objetivo é estabelecer uma liga nacional de futebol de robôs.
“Eu fui à Copa do Mundo de robôs no ano passado e me encantei. Todo mundo se encanta com robô. Tem um charme, uma magia. Lembra Star Wars. Remete a muita coisa de criança. O grande desafio é configurar esses equipamentos”, disse ao jornal O GLOBO.
Embora o apelo lúdico seja evidente, o tema já ocupa o centro das discussões estratégicas globais. O banco Morgan Stanley projeta que até 2050 haverá 1 bilhão de robôs humanoides em operação — mais de 300 milhões apenas na China. Nesse horizonte, o mercado poderá atingir US$ 5 trilhões.
Em um cenário otimista, o Barclays Research estima que o setor, atualmente avaliado em US$ 2 bilhões, pode alcançar US$ 200 bilhões até 2035. Já o Bank of America projeta que fabricantes venderão 10 milhões de unidades por ano na próxima década.
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