Incidente diplomático

Panamá pede desculpas ao Brasil após detenção e deportação do ex-ministro Franklin Martins

Por Suzete Nocrato - Em 09/03/2026 às 9:55 AM

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O Jornalista Franklin Martins é deportado do Panamá. Foto: Imprensa Brasil de Comunicação

O jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi detido e posteriormente deportado do Panamá após abordagem no aeroporto da Cidade do Panamá, na última sexta-feira, 6/3. Segundo relato encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Martins afirmou ter sido conduzido a diferentes salas do aeroporto, onde respondeu a questionamentos sobre sua atuação durante a ditadura militar no Brasil e teve documentos retidos.

Após intervenção do Itamaraty, o governo panamenho enviou neste domingo, 8/3, um pedido formal de desculpas ao governo brasileiro pelo ocorrido.

De acordo com reportagem publicada pelo portal ICL Notícias, o chanceler do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, afirmou que o episódio não representa a posição oficial do país em relação ao jornalista. Em comunicado dirigido às autoridades brasileiras, o ministro declarou que “o evento não reflete, de forma alguma, a consideração e o respeito que o Governo da República do Panamá nutre pelo Sr. de Souza Martins, nem por sua distinta trajetória pública como jornalista e servidor público no Brasil durante os governos do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

Na mesma correspondência, o chanceler pediu desculpas pelo incidente e afirmou que Franklin Martins “será sempre bem-vindo ao Panamá”.

O episódio foi detalhado em relato divulgado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Segundo Martins, agentes de imigração informaram que ele não poderia seguir viagem e seria deportado ao Brasil. Ele relatou ainda que o Panamá seria apenas uma escala de viagem, já que seu destino final era a Cidade da Guatemala, onde participaria de um seminário promovido pela iniciativa “Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas”, realizado na Universidade Rafael Landívar.

O ex-ministro afirmou não acreditar que tenha sido alvo de perseguição pessoal, mas avalia que o episódio pode ter ocorrido após cruzamento de dados entre autoridades do Panamá e dos Estados Unidos, hipótese que explicaria a retenção de seus documentos e a decisão de impedir sua conexão internacional.

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