balanço
Casas Bahia registra prejuízo de R$ 1,5 bilhão no quarto trimestre, apesar de avanço nas vendas
Por Redação - Em 12/03/2026 às 2:44 PM

O Ebitda ajustado, indicador que mede o desempenho operacional, somou R$ 826 milhões, alta de 29,1%
A varejista Casas Bahia encerrou o quarto trimestre com prejuízo líquido de R$ 1,529 bilhão, resultado impactado principalmente por uma provisão contábil de R$ 1,45 bilhão relacionada a Imposto de Renda diferido. A medida foi adotada após testes de estresse feitos pela companhia diante de riscos macroeconômicos, como inflação e juros elevados.
Segundo a empresa, a provisão foi realizada por cautela e não representa saída de caixa, sendo uma decisão preventiva para um cenário econômico mais adverso.
Sem considerar esse efeito extraordinário, o prejuízo teria sido bem menor, de R$ 79 milhões, o que representa melhora frente à perda de R$ 452 milhões registrada no mesmo período do ano anterior.
Apesar do resultado negativo na última linha do balanço, os indicadores operacionais mostraram avanço. A receita líquida cresceu 6,1%, alcançando R$ 8,47 bilhões, enquanto o volume bruto de mercadorias vendidas (GMV) aumentou 8,7%, chegando a R$ 13,1 bilhões.
O Ebitda ajustado, indicador que mede o desempenho operacional, somou R$ 826 milhões, alta de 29,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024, com margem de 9,8%, superior aos 8% registrados um ano antes.
Outro destaque do período foi a redução do endividamento. Após um processo de reestruturação financeira concluído no fim de 2025, a dívida líquida ajustada caiu de R$ 4,48 bilhões para R$ 1,13 bilhão, redução de cerca de 75%. Com isso, a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda recuou de 1,9 vez para 0,4 vez.
No comércio eletrônico, as vendas continuaram em ritmo mais forte, com crescimento de 21,7%, enquanto o desempenho das lojas físicas ficou estável, com alta de 2,6% nas vendas em unidades comparáveis.
Para 2026, a companhia avalia que alguns fatores podem favorecer o consumo, como a isenção de Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil, além de eventos como a Copa do Mundo e as eleições, que historicamente estimulam a atividade econômica.
Ao mesmo tempo, a empresa pretende ampliar o uso do crediário, que terminou o trimestre com carteira de R$ 6,6 bilhões, crescimento anual de 7%, embora a companhia afirme que pretende expandir o crédito com cautela diante do nível de inadimplência.
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