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Tesla prepara megafábrica de chips com investimento de até US$ 25 bilhões

Por Redação - Em 20/03/2026 às 11:30 AM

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Elon Musk prepara a Tesla para a era da IA, com demanda projetada de até 200 bilhões de chips por ano

A Tesla deu novos passos em sua estratégia de verticalização tecnológica com o avanço do projeto Terafab, uma iniciativa estimada em cerca de US$ 25 bilhões para a fabricação de semicondutores voltados à inteligência artificial.

O plano prevê a construção de uma estrutura industrial dedicada à produção de chips avançados, em resposta à crescente demanda por capacidade computacional em áreas como direção autônoma, robótica e processamento de dados.

A capacidade inicial projetada gira em torno de 100 mil wafers por mês, com possibilidade de expansão significativa ao longo do tempo. Em cenários de maturidade, a operação pode atingir volumes próximos de 1 milhão de wafers mensais, patamar comparável ao de grandes fabricantes globais.

Embora projeções internas indiquem uma demanda potencial de até 100 bilhões a 200 bilhões de chips por ano, esse volume está associado às necessidades futuras da empresa, especialmente com o avanço de projetos como o robô humanoide e sistemas autônomos, e não a uma capacidade já confirmada de produção.

O Terafab nasce como um movimento estratégico para reduzir a dependência de fornecedores externos em um setor marcado por gargalos e alta concentração. Ainda assim, a Tesla mantém parcerias relevantes: a Samsung, por exemplo, firmou contrato de US$ 16,5 bilhões para produzir chips de IA da companhia, com início previsto para 2027.

A iniciativa posiciona a Tesla de forma mais direta na cadeia global de semicondutores, hoje dominada por poucos players, e reforça a aposta da empresa em ampliar o controle sobre tecnologias críticas para seus negócios de longo prazo.

Apesar do avanço, o projeto envolve desafios relevantes, incluindo elevado investimento contínuo, complexidade tecnológica e competição com empresas que acumulam décadas de experiência no setor. Ainda assim, o movimento sinaliza uma mudança de escala na estratégia da companhia, que passa a tratar a infraestrutura de chips como ativo central para sua expansão em inteligência artificial.

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