Movimento partidário
PDT aposta em reaproximação com PT para atravessar crise interna no Ceará
Por Julia Fernandes Fraga - Em 27/03/2026 às 8:24 PM

Elmano de Freitas e Evandro Leitão receberam os dirigentes em Fortaleza. Fotos: Reprodução/Instagram
O PDT intensifica sua reorganização no Ceará de olho nas eleições de 2026. Em agenda em Fortaleza na quinta-feira (26), o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, e o deputado federal André Figueiredo discutiram a formação das chapas para deputado estadual e federal, ao mesmo tempo em que reforçaram a reaproximação com o PT no estado.
Na capital cearense, os dirigentes se reuniram com o governador Elmano de Freitas (PT) e com o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), consolidando o movimento de retorno do partido à base governista, após o racha interno iniciado em 2022.
“No Ceará, estamos fortalecendo a aliança entre o PDT e o PT para seguir avançando com Lula e Elmano. Ao lado do companheiro André Figueiredo, dialogamos com lideranças e organizamos chapas fortes”, escreveu Carlos Lupi, em publicação nas redes sociais.
Aliança redesenhada

Diante dos desafios que o PDT enfrenta, a busca é por manter a relevância no Ceará
A reaproximação entre PDT e PT ocorre após a crise que dividiu o partido no Ceará, com o rompimento entre os grupos liderados pelos irmãos Cid Gomes e Ciro Gomes — hoje em PSB e PSDB, respectivamente.
Ao lado de Lupi, André Figueiredo também reforçou o alinhamento político com as gestões estadual e municipal.
“Seguimos firmes, com coragem e compromisso, na construção de um PDT estadual comprometido com o povo cearense, sem nunca abrir mão dos ideais que nos movem: a defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores”, afirmou o parlamentar.
Bancadas em risco
A situação pedetista, no entanto, se mostra incerta, já que corre o risco de ficar sem representação na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). Em 2022, a legenda elegeu a maior bancada da Casa, mas a saída de deputados alinhados a Cid Gomes reduziu o grupo a quatro parlamentares, hoje na oposição ao governo estadual.
A decisão da direção estadual de retomar a aliança com o PT acelerou novas saídas. Deputados oposicionistas devem migrar para PSDB ou PL dentro da janela partidária que se encerra em 4 de abril.
Na Câmara dos Deputados, o cenário também é de redução. Dos cinco eleitos em 2022, apenas André Figueiredo deve permanecer na sigla. Eduardo Bismarck — atualmente licenciado para assumir a Secretaria do Turismo — deve ir para o Podemos – partido presidido no Ceará por seu pai, Bismarck Maia – , enquanto Idilvan Alencar e Robério Monteiro se filiam ao PSB, de Cid.
Por fim, Mauro Filho é apontado como possível reforço do PSDB, embora haja, dentro do PDT, a expectativa de mantê-lo no partido.
Entre reconstrução e teste político
A movimentação evidencia um momento de transição para o PDT no Ceará. Enquanto busca recompor alianças e estruturar chapas competitivas para 2026, o partido enfrenta o desafio de conter a perda de quadros e preservar relevância política no estado. A eleição será, nesse contexto, o principal teste da capacidade de reorganização da legenda em um dos seus históricos redutos eleitorais.
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