Controle migratório
Aeroportos da União Europeia projetam filas de até 2 horas com novo sistema de fronteiras
Por Redação - Em 30/03/2026 às 9:32 AM

Há registros de filas próximas de duas horas, com risco de avanço para até quatro horas durante períodos de maior demanda
A implantação do novo sistema europeu de controle de fronteiras já provoca impactos operacionais nos aeroportos do continente, com estimativas de filas que podem chegar a até duas horas para passageiros vindos de fora da União Europeia. O alerta vem de operadores do setor aéreo e ocorre às vésperas da plena adoção do modelo em todo o Espaço Schengen.
O sistema, conhecido como Entry/Exit System (EES), substitui o carimbo manual de passaportes por um registro digital que inclui coleta de dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial. A mudança amplia o tempo de processamento por passageiro e exige maior capacidade tecnológica nos terminais.
Segundo associações que representam aeroportos e companhias aéreas europeias, a nova exigência já resulta em tempos de espera prolongados em alguns pontos de entrada. Há registros de filas próximas de duas horas, com risco de avanço para até quatro horas durante períodos de maior demanda, como o verão europeu.
O setor avalia que a infraestrutura atual não está totalmente preparada para absorver o aumento de complexidade nos controles. A coleta e verificação de dados biométricos tornam o processo mais lento, especialmente em aeroportos com grande fluxo internacional e alta proporção de passageiros de países fora da UE.
Diante do cenário, autoridades europeias já discutem ajustes na implementação. A Comissão Europeia autorizou flexibilizações temporárias no uso do sistema, permitindo suspensões parciais em momentos de pico para evitar colapso operacional e reduzir o impacto sobre os viajantes.
Casos recentes ilustram a pressão sobre os aeroportos. Em Lisboa, por exemplo, o tempo de espera no controle de fronteira chegou a duas horas em horários de pico, mesmo com reforço de equipes e ampliação de postos de atendimento.
A expectativa é de que o sistema esteja plenamente ativo em todos os países do bloco a partir de abril de 2026. Até lá, operadores e autoridades trabalham para ajustar processos e infraestrutura, em uma tentativa de equilibrar segurança, controle migratório e fluidez no transporte aéreo.
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