Sinalização econômica

Confiança do comércio avança 2,2% em março e atinge maior nível em mais de um ano

Por Redação - Em 31/03/2026 às 1:30 PM

A alta foi puxada principalmente pela avaliação das condições atuais, que avançou 4,6% no mês

A confiança do empresariado do comércio brasileiro manteve trajetória de recuperação em março e registrou a quinta alta consecutiva, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) avançou 2,2% na comparação com fevereiro, alcançando 107,0 pontos, patamar considerado de satisfação e o mais elevado desde janeiro de 2025.

O resultado também representa crescimento de 4,9% em relação a março do ano passado, indicando melhora consistente na percepção do setor. A leitura dos dados aponta para um ambiente de retomada gradual, ainda que marcado por cautela diante das incertezas externas.

A alta foi puxada principalmente pela avaliação das condições atuais, que avançou 4,6% no mês, com destaque para a percepção sobre a economia, que cresceu 6,8%. Já as expectativas futuras tiveram elevação mais moderada, de cerca de 1,4%, refletindo otimismo, mas ainda condicionado ao cenário macroeconômico.

Outro vetor relevante foi o aumento das intenções de investimento, que subiram 1,5% em março. Indicadores como contratação de funcionários e recomposição de estoques também avançaram, sinalizando disposição gradual do varejo para expandir operações após um período de maior restrição.

No recorte por segmentos, o desempenho foi liderado pelo comércio de bens semiduráveis, como vestuário e calçados, com crescimento de 2,3%. Em seguida aparecem os bens duráveis, como eletrônicos e veículos, com alta de 2,1%, enquanto o setor de bens não duráveis, como supermercados, avançou 1,3%.

Apesar do avanço, a CNC destaca que o ambiente ainda exige cautela. A combinação de incertezas globais, custos e dinâmica dos juros segue influenciando as decisões do empresariado. Ainda assim, o ciclo recente de alta indica um movimento consistente de recomposição da confiança, com impacto potencial sobre consumo, investimento e ritmo de atividade ao longo de 2026.

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