APONTA CNI

Faturamento industrial cresce 4,9% e sinaliza recuperação da atividade

Por Redação - Em 08/04/2026 às 10:48 AM

Cni Produção Industrial Soldador Foto Cni

A utilização da capacidade instalada permaneceu praticamente estável, passando de 77,5% para 77,3% FOTO: CNI

O faturamento real da indústria brasileira registrou crescimento de 4,9% em fevereiro, na comparação com janeiro, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado reforça um movimento de recuperação pontual no início do ano, após avanço de 1,3% já observado no primeiro mês de 2026.

Com isso, o setor acumula alta de 6,2% no faturamento em relação a dezembro de 2025, indicando melhora no ritmo de atividade no curto prazo. Ainda assim, o desempenho não altera o cenário mais amplo de fragilidade. Na comparação com o primeiro bimestre de 2025, a receita da indústria apresenta retração de 8,5%.

A avaliação da CNI é de que os resultados positivos recentes estão mais associados a uma base de comparação deprimida do que a uma reversão consistente da atividade. O setor vem enfrentando dificuldades desde a segunda metade do ano passado, pressionado por fatores como crédito caro e demanda enfraquecida.

Outros indicadores industriais mostram recuperação moderada. As horas trabalhadas na produção avançaram 0,7% em fevereiro, configurando o segundo aumento consecutivo, embora ainda acumulem queda de 2,7% na comparação anual.

Já a utilização da capacidade instalada permaneceu praticamente estável, passando de 77,5% para 77,3%, patamar inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O dado reforça a leitura de que a indústria opera abaixo do seu potencial recente.

No mercado de trabalho, o cenário segue de estabilidade com viés negativo. O emprego industrial recuou 0,1% em fevereiro e acumula queda de 0,4% no primeiro bimestre em relação a igual período do ano anterior.

Por outro lado, indicadores de renda apresentam leve melhora. A massa salarial avançou 0,9% no acumulado do ano, enquanto o rendimento médio real cresceu 1,4% na mesma base de comparação, sinalizando algum ganho de poder de compra entre os trabalhadores do setor.

O conjunto de dados sugere que, apesar da reação recente, a indústria brasileira ainda enfrenta um ambiente desafiador em 2026, com recuperação gradual e dependente de fatores macroeconômicos, como o custo do crédito e o nível de atividade interna.

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