No Oriente Médio

Com Estreito de Ormuz fechado, milionários mantêm demanda e Ferrari recorre a transporte aéreo

Por REDAÇÃO - Em 27/04/2026 às 9:58 AM

Ferrari

Ferrari é transportada por via aérea para atender clientes de alto padrão em meio à crise logística no Oriente Médio — Foto: divulgação

O bloqueio do Estreito de Ormuz, um dos principais corredores do comércio global, já impacta cadeias logísticas e o transporte marítimo na região. Ainda assim, a demanda por carros de luxo segue aquecida, levando fabricantes como a Ferrari a adotar soluções mais caras para atender clientes de alto padrão.

O agravamento das tensões no Oriente Médio interrompeu o fluxo marítimo em uma das rotas mais estratégicas do mundo, pressionando cadeias de suprimento e elevando custos logísticos. Mesmo nesse cenário, o consumo de bens de alto valor permanece resiliente entre os ultrarricos da região.

Para contornar as restrições, a Ferrari passou a utilizar o transporte aéreo para entregar veículos personalizados, prática que já era mais cara e ficou ainda mais onerosa com o conflito. Antes, o frete aéreo custava cerca de três vezes mais que o marítimo. Agora, o valor por quilo subiu aproximadamente 66%, podendo tornar o envio de um carro até cinco vezes mais caro.

A estratégia reflete a importância do Oriente Médio para a montadora italiana. Cerca de 20% das vendas na região estão ligadas a modelos customizados, o que exige logística ágil e atendimento sob medida.

Outras marcas de luxo adotaram abordagens diferentes. A Bentley tem recorrido a estoques locais para reduzir impactos, enquanto a Rolls-Royce tenta manter entregas sem detalhar sua operação. Para Andy Palmer, ex-executivo da Aston Martin, o cenário atual é “catastrófico” para o setor.

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