LUXO SUÍÇO
Victorinox acelera no Brasil, dobra vendas de relógios premium e transforma país em prioridade estratégica
Por Redação - Em 30/04/2026 às 10:30 AM

A aposta ocorre em um ambiente no qual o consumo premium brasileiro tem demonstrado resiliência, mesmo diante de juros elevados
A suíça Victorinox, tradicionalmente associada ao icônico canivete multifuncional, vem ampliando de forma agressiva sua presença no mercado brasileiro de relógios de luxo e já trata o país como uma de suas prioridades globais. A companhia dobrou as vendas de sua divisão de relógios finos no Brasil, movimento que reforça a estratégia de expansão em um segmento premium impulsionado por consumidores de alta renda e pela valorização de marcas globais com forte apelo de tradição, precisão e exclusividade.
Em entrevista à Bloomberg, o general manager para a América Latina, Karl Kieliger, disse que “o Brasil sempre registrou uma queda nas vendas antes e depois de períodos eleitorais, mas neste ano o crescimento se mantém muito estável. O Brasil sempre foi muito sensível às eleições, e esse ano está tudo calmo. Mesmo com mudança de contexto global, mesmo com guerra, mesmo com eleições, mesmo com o caos global, continuamos crescendo”.
O avanço reposiciona o Brasil dentro do mapa internacional da marca como mercado-chave para produtos de maior valor agregado, especialmente em uma categoria onde ticket médio elevado e percepção de luxo importado sustentam margens superiores às de linhas tradicionais. A aposta ocorre em um ambiente no qual o consumo premium brasileiro tem demonstrado resiliência, mesmo diante de juros elevados, favorecendo marcas capazes de combinar herança, engenharia suíça e posicionamento aspiracional.
No centro da estratégia está a expansão da relojoaria fina como vetor de crescimento, aproveitando a força já consolidada da Victorinox no país e sua operação local estruturada. A marca, fundada em 1884, busca converter reconhecimento histórico em participação mais robusta no segmento de acessórios de luxo, onde relógios operam não apenas como utilidade, mas como símbolo de estilo, patrimônio e status.
A ofensiva brasileira também sinaliza uma leitura estratégica mais ampla. Em vez de depender exclusivamente de mercados maduros, grupos europeus de luxo observam no Brasil uma combinação relevante de demanda sofisticada, expansão de canais premium e consumidores dispostos a pagar por diferenciação. Para a Victorinox, dobrar vendas locais de relógios não representa apenas ganho comercial, mas uma validação de que o país pode funcionar como plataforma prioritária para crescimento em categorias de maior rentabilidade.
Em termos econômicos, o movimento reforça a transformação do Brasil em território competitivo para marcas globais de luxo que buscam capturar valor por meio de posicionamento seletivo, menor dependência de escala e foco em margens elevadas. No caso da Victorinox, a estratégia vai além da tradição suíça: trata-se de monetizar reputação em um mercado onde exclusividade e branding seguem como ativos altamente lucrativos.
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