Carteira bilionária
Berkshire concentra US$ 176 bilhões em cinco ações e reforça aposta em gigantes resilientes no início da era pós-Buffett
Por Redação - Em 04/05/2026 às 9:03 AM

O conglomerado encerrou março com caixa recorde de US$ 397,38 bilhões, ampliando sua capacidade de aproveitar oportunidades em momentos de volatilidade
A Berkshire Hathaway entrou em 2026 mantendo uma estratégia que investidores acompanham de perto: concentração em poucos ativos de alta convicção. Ao fim do primeiro trimestre, as cinco maiores posições em ações da holding somavam cerca de 61% de toda a carteira listada, equivalente a aproximadamente US$ 176 bilhões de um portfólio total de US$ 288 bilhões.
A maior exposição segue em Apple, ainda o principal investimento da companhia, mesmo após reduções graduais nos últimos trimestres. A fabricante do iPhone representava cerca de 22,6% da carteira, com posição estimada em torno de US$ 62 bilhões. Logo atrás aparece American Express, com aproximadamente 20,5% e cerca de US$ 56,1 bilhões, sinal de confiança contínua da Berkshire em consumo premium, pagamentos e fidelização financeira.
Na sequência estão Bank of America, Coca-Cola e Chevron, completando o núcleo duro da alocação. O Bank of America responde por cerca de 10,4% da carteira (US$ 28,5 bilhões), seguido de Coca-Cola, com 10,2% (US$ 28 bilhões), e Chevron, com 7,2% (US$ 19,8 bilhões). Juntas, essas posições mostram uma combinação clássica da filosofia Buffett: tecnologia dominante, serviços financeiros robustos, marcas globais de consumo e exposição energética.
Para investidores, a mensagem é clara: mesmo sob o comando de Greg Abel, sucessor de Warren Buffett, a Berkshire preserva sua lógica histórica de priorizar negócios com geração previsível de caixa, vantagem competitiva duradoura e capacidade de atravessar ciclos macroeconômicos. A permanência dessas posições no 1º trimestre indica mais continuidade do que ruptura na transição de liderança.
Além da concentração acionária, o conglomerado encerrou março com caixa recorde de US$ 397,38 bilhões, ampliando sua capacidade de aproveitar oportunidades em momentos de volatilidade. Para o mercado, isso reforça Berkshire não apenas como investidora em grandes empresas, mas também como uma potência de liquidez pronta para reposicionar capital quando valuation e risco se alinharem.
Em termos práticos, o portfólio do grupo segue funcionando como um termômetro institucional: menos diversificação ampla, mais convicção profunda, uma abordagem que continua atraindo investidores que buscam qualidade, escala e proteção em um cenário global ainda marcado por juros elevados e incertezas geopolíticas.
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