Gigante do entretenimento

Disney supera previsões com receita de US$ 25,2 bilhões e lucro de US$ 2,25 bilhões

Por Redação - Em 06/05/2026 às 2:30 PM

Walt Disney World

A área de experiências, que inclui parques, resorts e cruzeiros, também manteve trajetória positiva. A receita alcançou US$ 9,49 bilhões, alta de 7%

A Walt Disney Company abriu seu segundo trimestre fiscal de 2026 com resultados acima das expectativas de Wall Street, sustentada por crescimento simultâneo em streaming, parques temáticos e entretenimento. Entre janeiro e março, a companhia registrou receita de US$ 25,2 bilhões, avanço de 7% em relação a igual período do ano anterior e acima da projeção de US$ 24,78 bilhões. O lucro líquido somou US$ 2,25 bilhões, enquanto o lucro ajustado por ação chegou a US$ 1,57, superando a estimativa de US$ 1,49.

A divisão de streaming foi um dos principais motores do trimestre. O lucro operacional combinado de Disney+ e Hulu avançou 88%, alcançando US$ 582 milhões. A receita do segmento chegou a US$ 5,5 bilhões, impulsionada por reajustes de preços, expansão internacional e melhora na monetização publicitária. O desempenho reforça a mudança estrutural da empresa, que vem transformando suas plataformas digitais em pilares centrais de rentabilidade.

No braço de entretenimento, a Disney reportou receita de US$ 11,7 bilhões, crescimento de 10%, enquanto o lucro operacional da divisão subiu 6%, para US$ 1,34 bilhão, apoiado pelo desempenho de lançamentos como “Zootopia 2” e “Avatar: Fire and Ash”.

A área de experiências, que inclui parques, resorts e cruzeiros, também manteve trajetória positiva. A receita alcançou US$ 9,49 bilhões, alta de 7%, com lucro operacional 5% maior, beneficiado por aumento de gastos por visitante em 5% e maior volume em cruzeiros. Mesmo com oscilações em frequência internacional, o segmento registrou recorde para um segundo trimestre fiscal.

O único grande freio veio da ESPN e da divisão esportiva, cuja receita subiu 2%, para US$ 4,61 bilhões, mas o lucro operacional recuou 5%, para US$ 652 milhões, pressionado por custos maiores com direitos de transmissão e produção.

Após o balanço, a companhia reafirmou projeção de crescimento de 12% no lucro por ação em 2026, podendo chegar a 16% considerando a 53ª semana fiscal. Os números marcam um início sólido para a gestão de Josh D’Amaro, que assumiu o comando em março e agora aposta em tecnologia, propriedade intelectual e integração entre plataformas para sustentar expansão global.

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