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Lula e Trump devem discutir Pix, comércio e combate ao crime organizado em encontro nos EUA

Por REDAÇÃO - Em 06/05/2026 às 1:06 PM

Trump E Lula Foto Ricardo Stuckert

Encontro entre Lula e Donald Trump deve discutir comércio, segurança e temas estratégicos da relação bilateral — Foto: Ricardo Stuckert

O encontro entre os presidentes Lula e Trump, previsto para esta quinta-feira (7), em Washington, deve colocar em pauta temas estratégicos da relação entre Brasil e Estados Unidos, incluindo comércio bilateral, Pix, combate ao crime organizado e desmatamento. As informações foram antecipadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

Segundo Durigan, a reunião acontece em meio a um momento de fortalecimento do diálogo entre os dois países, especialmente em áreas ligadas à segurança e economia.

“Aumentar a cooperação para combater o crime organizado está na nossa pauta. Tratar das questões envolvendo tarifa e comércio bilateral está na nossa pauta”, afirmou o ministro.

Entre os pontos destacados está a parceria recente entre a Receita Federal brasileira e a agência de fronteiras dos Estados Unidos, a U.S. Customs and Border Protection (CBP), para compartilhamento de informações e monitoramento de cargas internacionais. Segundo Durigan, a cooperação já vem sendo utilizada no combate ao tráfico de armas e drogas.

De acordo com o ministro, mais de meia tonelada de armamentos e equipamentos bélicos vindos dos Estados Unidos foram apreendidos no Brasil entre maio de 2025 e abril de 2026.

Pix entra na pauta

Outro tema que deve aparecer na conversa é o Pix. Durigan afirmou que o governo brasileiro pretende esclarecer dúvidas levantadas nos Estados Unidos sobre o sistema de pagamentos instantâneos. “Há dúvidas nos Estados Unidos em relação ao Pix? Nós estamos à disposição para explicar. O Pix é uma infraestrutura de pagamento público”, disse.

O ministro também comentou a relação comercial entre os dois países e rebateu a ideia de que o Brasil teria vantagem na balança comercial. Segundo ele, quando considerados serviços digitais e financeiros, o Brasil registra déficit na relação com os Estados Unidos.

Além da pauta bilateral, Durigan citou discussões ligadas à regulamentação de minerais críticos e terras raras, tema que vem ganhando relevância global diante da corrida tecnológica e energética.

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