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Encontro entre Lula e Trump termina com sinalizações positivas dos dois governos

Por Julia Fernandes Fraga - Em 07/05/2026 às 7:23 PM

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Visita deveria ter ocorrido meses atrás, foi adiada, porém, devido à guerra contra o Irã. Fotos: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (7), após cerca de três horas de reunião e almoço com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro foi classificado como “muito produtivo” pelo líder brasileiro e abriu uma nova rodada de negociações entre os dois países em torno de temas estratégicos, como comércio, segurança, geopolítica e minerais críticos. 

A expectativa inicial era de que Lula e Trump falassem à imprensa no Salão Oval, mas o formato foi alterado. O presidente brasileiro concedeu entrevista coletiva na embaixada do Brasil, ainda nesta tarde.

Lula chega à Casa Branca para reunião com Trump. Comércio e segurança são temas em pauta

Declaração de Trump após a reunião

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os dois governos avançaram em temas considerados prioritários.

“Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu o presidente norte-americano, que também definiu Lula como “muito dinâmico”.

Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia, no horário de Brasília, acompanhado de uma comitiva formada pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Alexandre Silveira (Minas e Energia), além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. 

Relação bilateral e tensões comerciais

O encontro ocorre em um contexto de reaproximação institucional entre Brasil e Estados Unidos após meses de tensão comercial. Desde 2025, a relação bilateral atravessa uma fase marcada por disputas tarifárias iniciadas após a retomada de medidas protecionistas pelo governo Trump, incluindo tarifas de 25% sobre aço e alumínio — setores em que o Brasil figura entre os principais fornecedores ao mercado norte-americano.

As divergências também envolveram críticas feitas por integrantes do governo dos EUA ao Judiciário brasileiro, no contexto das decisões relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro de 2023. 

Em abril, os Estados Unidos ampliaram tarifas sobre produtos brasileiros sob alegação de falta de reciprocidade comercial, levando o governo brasileiro a reforçar negociações diplomáticas e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). Apesar do recuo parcial da Casa Branca no início de 2026, setores como aço e alumínio seguem submetidos a taxas elevadas.

Cooperação em segurança

Na área da segurança, os dois países anunciaram no mês passado um acordo de cooperação para combater o tráfico internacional de armas e drogas, prevendo compartilhamento de informações sobre apreensões realizadas em aduanas brasileiras e norte-americanas, com foco em rastreamento de rotas, vínculos e organizações criminosas transnacionais.

Veja imagens do encontro:

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