PECÉM

Justiça amplia cerco à Posco após falência bilionária de subsidiária no Ceará

Por REDAÇÃO - Em 13/05/2026 às 1:50 PM

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Operação da Posco no Complexo do Pecém marcou um dos maiores investimentos da indústria siderúrgica no Ceará — Foto: divulgação/Posco Brasil

A falência da subsidiária brasileira da Posco Engenharia e Construção Co., responsável por obras ligadas à Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), usina adquirida pela ArcelorMittal, ganhou novos desdobramentos judiciais e pode ampliar a pressão sobre a matriz sul-coreana. A empresa foi condenada a responder por um passivo superior a R$ 1 bilhão, em decisão que abre caminho para credores buscarem ressarcimento diretamente contra ativos internacionais do grupo.

A decisão representa um movimento relevante no ambiente jurídico brasileiro ao admitir a responsabilização da controladora estrangeira em casos de falência envolvendo possível confusão patrimonial entre matriz e subsidiária.

A Posco iniciou operações no Brasil em 2011, em meio ao avanço dos investimentos industriais no Complexo do Pecém. A expectativa era de crescimento acelerado com a expansão da siderurgia no Nordeste e o fortalecimento da CSP, inaugurada em 2016. Nos últimos anos, porém, a operação brasileira passou a enfrentar dificuldades financeiras até chegar ao pedido de autofalência, apresentado em setembro de 2025.

Segundo a decisão judicial, credores poderão tentar recuperar recursos diretamente junto à matriz da companhia em países onde o grupo mantém ativos. A medida é considerada estratégica diante da dimensão global da Posco, que movimentou cerca de US$ 60 bilhões em faturamento em 2023.

Nos bastidores, o mercado acompanha ainda os próximos passos da recuperação de ativos e o andamento das negociações entre credores e representantes da companhia. A expectativa é que o processo judicial se prolongue nos próximos meses, com análise detalhada das dívidas e dos ativos vinculados ao grupo.

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