ENERGIA
Mercadante defende ação do Estado para conter choque do petróleo e proteger emprego, produção e combustíveis
Por Redação - Em 18/05/2026 às 1:01 AM

O presidente do BNDES destacou ainda que o Brasil possui vantagens estruturais diante da crise, citando o pré-sal, a produção de etanol e a própria capacidade operacional da Petrobras FOTO: Agência Brasil
Em meio à escalada internacional do petróleo, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o papel do Estado é proteger a economia brasileira dos impactos externos provocados pela alta da commodity, defendendo medidas para amortecer pressões sobre combustíveis e atividade econômica. A declaração foi dada nesse domingo (17), em meio ao aumento das tensões geopolíticas e à disparada do barril no mercado internacional.
Segundo Mercadante, diversos países têm adotado mecanismos para reduzir os efeitos do choque do petróleo sobre preços internos, especialmente gasolina e diesel. Na avaliação do economista, cabe ao governo mediar esse cenário para preservar produção, emprego e desenvolvimento, enquanto a Petrobras, mesmo mantendo compromissos com investidores e regras de mercado, também deve contribuir para essa estratégia de proteção econômica.
O presidente do BNDES destacou ainda que o Brasil possui vantagens estruturais diante da crise, citando o pré-sal, a produção de etanol e a própria capacidade operacional da Petrobras como fatores que ampliam a resiliência nacional em comparação a outras economias dependentes de importação energética. Segundo ele, esse conjunto cria uma posição relativamente mais favorável para o país enfrentar a volatilidade global.
Mercadante, porém, criticou a atual estrutura de refino brasileira, argumentando que o modelo de exportar petróleo bruto e importar derivados reduz a capacidade de amortecer choques internacionais sobre os preços domésticos. Para ele, fortalecer a cadeia de refino é peça estratégica para ampliar soberania energética e reduzir vulnerabilidades externas.
A fala reforça o debate sobre o papel de estatais e políticas públicas em momentos de pressão sobre commodities estratégicas, especialmente em um cenário no qual oscilações do petróleo impactam inflação, custo logístico e poder de compra.
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