Comércio

México e União Europeia fecham novo acordo comercial em meio à pressão tarifária dos EUA

Por REDAÇÃO - Em 23/05/2026 às 10:03 AM

Presidente Do México, Claudia Sheinbaum2

Claudia Sheinbaum defende ampliação das relações comerciais do México diante das tensões com os Estados Unidos — Foto: arquivo/Portal IN

O México e a União Europeia (UE) atualizaram o acordo de livre comércio entre os dois mercados em uma movimentação estratégica para ampliar relações econômicas e reduzir a dependência das políticas comerciais dos Estados Unidos. A assinatura da modernização do tratado aconteceu nesta sexta-feira (22), em meio ao endurecimento tarifário defendido pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

O novo entendimento prevê redução de tarifas e ampliação do acesso a setores como matérias-primas, agricultura, investimentos e serviços, fortalecendo o fluxo comercial entre mexicanos e europeus. O acordo bilateral anterior estava em vigor desde o ano 2000.

A atualização do tratado ocorre paralelamente às negociações entre México, Estados Unidos e Canadá para revisão do acordo comercial da América do Norte, considerado fundamental para a economia mexicana. O movimento é visto como uma tentativa do governo da presidente Claudia Sheinbaum de diversificar mercados e ampliar alternativas comerciais diante do cenário de protecionismo internacional.

“É muito importante avançar na revisão do tratado com os Estados Unidos e o Canadá, fundamental, mas também estamos abrindo outros horizontes”, afirmou Sheinbaum durante agenda oficial na Cidade do México.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, destacou que o novo acordo busca eliminar barreiras ainda existentes nas relações comerciais entre os dois lados. “Com este acordo, vamos conseguir eliminar as barreiras que ainda restam ao comércio e ao investimento”, declarou.

A União Europeia é atualmente o terceiro maior parceiro comercial do México, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Em 2025, o comércio bilateral entre mexicanos e europeus movimentou cerca de US$ 94,6 bilhões, embora ainda distante do volume negociado com os norte-americanos.

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