Corrida espacial
China inicia missão inédita que manterá astronauta em órbita por um ano
Por Redação - Em 25/05/2026 às 9:38 AM

O lançamento ocorre em meio à intensificação da disputa tecnológica entre China e Estados Unidos no setor espacial FOTO: Maxim Shemetov
A China deu mais um passo em seu ambicioso programa espacial ao lançar a missão tripulada Shenzhou-23, que levará três astronautas à estação espacial Tiangong. Pela primeira vez na história do país, um integrante da tripulação permanecerá em órbita durante um ano, em uma iniciativa voltada ao estudo dos efeitos da permanência prolongada no espaço sobre o corpo humano.
A espaçonave foi lançada a bordo de um foguete Longa Marcha 2F a partir do centro espacial de Jiuquan, no deserto de Gobi, no noroeste da China. Poucos minutos após a decolagem, a cápsula entrou com sucesso em órbita, segundo informações divulgadas pelas autoridades espaciais chinesas.
A missão tem importância estratégica para os planos de Pequim de ampliar sua presença na exploração espacial. Durante os próximos meses, os astronautas realizarão experimentos científicos em áreas como ciências da vida, medicina espacial, física de fluidos e ciência dos materiais. Entre os principais objetivos está a análise dos impactos da exposição prolongada à microgravidade, à radiação espacial e ao isolamento sobre a saúde humana.
A tripulação é formada por Zhu Yangzhu, que comanda a missão, Zhang Zhiyuan e Li Jiaying. Esta última tornou-se a primeira astronauta oriunda de Hong Kong a participar de uma missão espacial chinesa, marco destacado pelo governo do país.
Além do experimento de longa permanência, a Shenzhou-23 deverá testar procedimentos avançados de aproximação e acoplamento automatizado à estação Tiangong. As tecnologias avaliadas são consideradas fundamentais para futuras missões tripuladas à Lua.
O lançamento ocorre em meio à intensificação da disputa tecnológica entre China e Estados Unidos no setor espacial. O governo chinês pretende enviar astronautas à superfície lunar até 2030 e trabalha no desenvolvimento de novos veículos espaciais, além da futura construção de uma base científica internacional na Lua em parceria com a Rússia.
A missão reforça o avanço do programa espacial chinês, que nos últimos anos ampliou significativamente suas operações e consolidou a estação Tiangong como uma das principais plataformas de pesquisa em órbita da Terra.
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