IPCA-15

Prévia da inflação desacelera em maio, mas alimentos e saúde seguem pressionando preços

Por Redação - Em 27/05/2026 às 9:57 AM

Entre os índices regionais, a maior variação foi registrada em Porto Alegre, com inflação de 0,98%, enquanto o menor resultado ocorreu em Recife, onde o índice ficou em 0,32%

A inflação perdeu força em maio, mas continua pressionada por itens essenciais do consumo das famílias brasileiras. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia oficial da inflação, registrou alta de 0,62% no mês, abaixo do avanço de 0,76% observado em abril. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da desaceleração, o indicador segue em patamar elevado. No acumulado de 2026, o IPCA-15 soma alta de 2,76%. Já em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 5,40%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.

Entre os grupos pesquisados, os maiores impactos vieram de Saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,93%, e de Alimentação e bebidas, com alta de 0,71%. O reajuste de medicamentos autorizado no fim de março continuou influenciando o comportamento dos preços no segmento de saúde, enquanto os alimentos seguem refletindo custos elevados em diversas cadeias de produção.

No grupo de alimentação, a alimentação no domicílio desacelerou de 1,29% em abril para 0,66% em maio. Ainda assim, alguns produtos mantiveram trajetória de alta, pressionando o orçamento das famílias. Já a alimentação fora do domicílio registrou avanço de 0,85%, acima do resultado de abril, quando havia subido 0,53%.

O grupo de transportes apresentou alta mais moderada, de 0,06%, após avanço de 0,49% no mês anterior. A desaceleração ocorreu mesmo com reajustes em combustíveis e passagens em algumas regiões do país.

Entre os índices regionais, a maior variação foi registrada em Porto Alegre, com inflação de 0,98%, enquanto o menor resultado ocorreu em Recife, onde o índice ficou em 0,32%.

O resultado de maio reforça a percepção de que a inflação brasileira segue resistente, especialmente no setor de serviços e em itens ligados ao consumo básico. Mesmo com a desaceleração na comparação mensal, o comportamento dos preços continua sendo acompanhado de perto pelo mercado financeiro e pelo Banco Central, em um momento de debate sobre o ritmo dos juros no país.

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