Mais jovem campeã
Mirra Andreeva faz história em Paris com título inédito de Roland Garros
Por Julia Fernandes Fraga - Em 07/06/2026 às 2:34 PM

Tenista russa tem 19 anos e era a 8ª do ranking mundial. Foto: Reprodução/Instagram
A edição de 2026 de Roland Garros marcou a chegada definitiva de uma nova protagonista ao topo do tênis feminino. Aos 19 anos, a russa Mirra Andreeva conquistou no sábado (6) o primeiro Grand Slam da carreira ao derrotar a polonesa Maja Chwalinska por 6/3 e 6/2, tornando-se a mais jovem campeã do torneio parisiense desde Monica Seles, em 1992.
Número 8 do mundo antes da competição, Andreeva confirmou o status de uma das maiores promessas da nova geração ao atravessar a chave com autoridade. Em sete partidas, perdeu apenas um set e encerrou uma campanha que a coloca definitivamente entre as principais forças da WTA.
Campanha dominante em Paris
A trajetória da jovem russa foi marcada por atuações consistentes e maturidade incomum para a idade. Antes da final, ela havia derrotado a ucraniana Marta Kostyuk nas semifinais e já havia entrado para a história como a primeira atleta, entre homens e mulheres, nascida a partir de 2005 a alcançar uma decisão de Grand Slam.
Na decisão, Andreeva controlou as ações diante da surpreendente Maja Chwalinska, que se tornou a primeira qualifier da história a disputar uma final de Grand Slam. Após um início equilibrado, a russa assumiu o comando da partida e fechou o confronto em apenas 1h22.
Mentalidade e maturidade
Após levantar o troféu, Andreeva destacou a importância do trabalho psicológico desenvolvido nos últimos meses e emocionou o público ao agradecer a si mesma pela perseverança demonstrada ao longo da campanha.
“Quero agradecer a mim mesma por acreditar em mim, por continuar lutando e por tentar ser melhor todos os dias”, celebrou a campeã.
A tenista também revelou ter buscado inspiração em Roger Federer, seu grande ídolo, especialmente na maneira como o suíço se comportava dentro de quadra, mantendo serenidade mesmo nos momentos mais decisivos.
Ao seu lado na conquista esteve a espanhola Conchita Martínez, campeã de Wimbledon e uma das treinadoras mais respeitadas do circuito, apontada como peça importante na evolução técnica e emocional da atleta.
Nova protagonista do circuito
A conquista acontece em um torneio marcado pelas eliminações precoces de favoritas como Aryna Sabalenka, Elena Rybakina e Iga Swiatek, mas Andreeva soube aproveitar a oportunidade com autoridade, sem perder qualquer set diante de cabeças de chave.
Com o título de Roland Garros, a russa conquista o primeiro troféu de Grand Slam da carreira, deve subir ao grupo das seis melhores do ranking mundial e reforça a percepção de que uma nova geração começa a assumir o protagonismo do circuito de tênis.
Do outro lado, a vice-campeã Maja Chwalinska também deixa Paris em alta. A polonesa iniciou o torneio como número 114 do mundo e protagonizou uma das campanhas mais improváveis da história recente da competição, garantindo o melhor resultado de sua carreira.
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