TECNOLOGIA
Escassez de chips pressiona custos e leva Apple e Microsoft a reajustarem preços
Por Redação - Em 28/06/2026 às 12:28 AM

Os reajustes atingem equipamentos como computadores Mac, tablets iPad e consoles Xbox
Consumidores de tecnologia podem enfrentar um cenário de produtos mais caros nos próximos anos. Apple e Microsoft anunciaram reajustes nos preços de parte de seus portfólios em meio ao aumento dos custos dos chips de memória, componente cuja oferta segue pressionada pela forte demanda gerada pela expansão da infraestrutura de inteligência artificial. Especialistas do setor avaliam que esse desequilíbrio entre oferta e procura poderá se estender até 2028.
Os reajustes atingem equipamentos como computadores Mac, tablets iPad e consoles Xbox. As duas empresas afirmam que o encarecimento dos componentes tornou inviável absorver integralmente os custos de produção, levando ao repasse de parte das despesas aos consumidores. O movimento ocorre em um momento de forte expansão dos investimentos globais em inteligência artificial, que elevou significativamente a necessidade de chips utilizados em servidores e data centers.
Embora fabricantes de semicondutores estejam ampliando sua capacidade produtiva, executivos da indústria alertam que os novos investimentos levam anos para entrar em operação. A expectativa é que grandes empresas do setor anunciem aportes bilionários para ampliar a fabricação de chips, mas o aumento da produção ainda não será suficiente para equilibrar rapidamente o mercado.
Dados do setor mostram que os preços dos chips de memória DDR5, amplamente utilizados em computadores, multiplicaram-se nos últimos 12 meses, refletindo a escassez de oferta. Além dos componentes de memória, chips lógicos empregados em equipamentos de computação também enfrentam restrições, pressionando ainda mais os custos da cadeia eletrônica.
Analistas avaliam que, diante desse cenário, fabricantes de eletrônicos deverão continuar promovendo reajustes graduais para preservar suas margens de lucro. A expectativa é que notebooks, tablets, consoles e outros dispositivos eletrônicos permaneçam sujeitos a aumentos de preços nos próximos anos, enquanto a indústria busca expandir sua capacidade de produção para atender ao crescimento da demanda impulsionada pela inteligência artificial.
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