EXPECTATIVAS POSITIVAS

Confiança do consumidor de Fortaleza alcança seu maior nível em cinco anos

Por Marcelo Cabral - Em 22/07/2026 às 3:44 PM

O comércio de Fortaleza inicia o segundo semestre com um cenário mais favorável, impulsionado pela recuperação da confiança das famílias e pela maior disposição para o consumo. Pesquisas realizadas pelo Sistema Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), apontam que o consumidor fortalezense alcançou o maior nível de confiança dos últimos cinco anos.

Momento positivo para as compras vai impactar positivamente o comércio         Fotos: Arquivo/Portal IN

O Índice de Confiança do Consumidor chegou a 127,2 pontos em julho, registrando crescimento de 1,5% em relação ao mês anterior, quando havia alcançado 125,4 pontos. Na comparação anual, a evolução foi ainda mais expressiva: em julho de 2025, o indicador estava em 113,7 pontos. O resultado sinaliza uma mudança positiva na percepção das famílias sobre a própria situação financeira e sobre o ambiente econômico, criando expectativas mais favoráveis para setores do varejo e serviços.

Maior disposição para comprar

Entre os entrevistados, 59,4% consideram o momento adequado para adquirir bens duráveis, como eletrodomésticos, móveis e equipamentos eletrônicos. A percepção é ainda mais elevada entre alguns grupos específicos: mulheres (59,6%), jovens entre 18 e 24 anos (65,2%) e consumidores com renda familiar entre três e sete salários mínimos (69,2%).

A intenção de compra também apresentou avanço, passando de 36,7% em junho para 37,2% em julho, superando o índice registrado no mesmo período do ano passado, de 36,2%. O valor médio estimado das compras chegou a R$ 618,22 – com destaque para categorias tradicionais do varejo, como roupas e artigos de vestuário (18,9%), geladeiras e refrigeradores (16,8%), televisores (16,3%), móveis e itens de decoração (14%) e calçados (12,5%).

Famílias percebem melhora financeira

Setor de serviços é beneficiado pela situação financeira do consumidor

O otimismo também aparece na avaliação da condição financeira dos consumidores. Segundo as respostas dos entrevistados, 79% afirmam estar em situação financeira melhor ou muito melhor do que há um ano, enquanto 86,4% acreditam em melhora nos próximos meses. Em relação à economia brasileira, 70,2% demonstram expectativa positiva para o próximo ano. O cenário indica maior segurança para o consumidor, embora especialistas ressaltem que a continuidade desse movimento depende de fatores como emprego, renda e estabilidade econômica.

A pesquisa mostra que 69,6% das famílias possuem algum tipo de dívida, percentual próximo ao registrado em junho (69,1%) e superior ao observado em julho de 2025 (65,6%). Apesar do aumento no número de famílias utilizando crédito, os indicadores relacionados à capacidade de pagamento permanecem positivos. O percentual de consumidores com contas em atraso caiu para 16,8%, redução em relação ao mês anterior, alcançando o menor patamar dos últimos cinco anos. O resultado aponta uma relação mais equilibrada entre consumo e planejamento financeiro.

Comércio com cenário positivo

Para a Fecomércio Ceará, os indicadores refletem um ambiente mais favorável para a atividade comercial, marcado por confiança elevada, estabilidade financeira e maior intenção de consumo. O presidente da entidade, Luiz Fernando Bittencourt, destaca que o momento cria perspectivas positivas para empresários e consumidores.

“Os indicadores de julho mostram que o consumidor fortalezense mantém uma percepção positiva sobre sua situação financeira e segue disposto a consumir de forma planejada. Esse ambiente de maior confiança favorece a atividade comercial e cria expectativas positivas para o segundo semestre, especialmente se houver continuidade da geração de emprego, renda e estabilidade econômica”, afirma.

A combinação entre confiança, controle da inadimplência e manutenção do acesso ao crédito coloca Fortaleza diante de um cenário de maior dinamismo para o comércio, especialmente em um período estratégico para o segmento varejista, marcado por datas sazonais e aumento da movimentação econômica na capital cearense.

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