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Brasil entra em nova categoria da indústria náutica com iate de R$ 90 milhões

Por Redação - Em 31/07/2026 às 10:30 AM

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O Grande 30 Metri, da italiana Azimut Yachts, representa um avanço para a operação brasileira da empresa ao inaugurar a produção nacional de embarcações com quase 30 metros de comprimento

A construção do maior iate já produzido no país marca um novo momento para a indústria naval brasileira, que passa a disputar espaço em um dos segmentos mais sofisticados do mercado global de embarcações.

A fabricação do maior iate já construído no Brasil começou em Itajaí (SC). Avaliado a partir de R$ 90 milhões, o Grande 30 Metri, da italiana Azimut Yachts, representa um avanço para a operação brasileira da empresa ao inaugurar a produção nacional de embarcações com quase 30 metros de comprimento, categoria tradicionalmente concentrada em estaleiros europeus.

O projeto faz parte de um ciclo de investimentos de R$ 120 milhões previsto até 2028, destinado à ampliação da unidade catarinense, única fábrica própria da Azimut fora da Itália. Com a expansão, o complexo deverá alcançar 65 mil metros quadrados e ampliar sua capacidade para atender embarcações de maior porte e maior valor agregado.

A produção do Grande 30 Metri também acompanha a evolução do mercado brasileiro de alta renda. Em vez de buscar maior volume de fabricação, a estratégia da marca passa pela oferta de modelos mais complexos, voltados a um público que demanda personalização, tecnologia embarcada e projetos de longo prazo.

Segundo a fabricante, o processo de construção é predominantemente artesanal e deverá ser concluído apenas no fim de 2028. A embarcação terá 28,7 metros de comprimento, capacidade para dez hóspedes e cinco tripulantes, utilizando fibra de carbono como principal material estrutural para reduzir peso e aumentar a eficiência.

A iniciativa reforça um movimento observado no mercado internacional de superiates, em que design, engenharia e experiência a bordo se tornaram fatores tão relevantes quanto desempenho e potência. Atualmente, a Itália concentra mais da metade das encomendas globais desse segmento, e o Brasil busca ampliar sua participação como polo de produção para embarcações de alto padrão.

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